Vice de McCain quer mais petróleo, mas briga com empresas

sexta-feira, 29 de agosto de 2008 20:15 BRT
 

Por Matt Daily

NOVA YORK (Reuters) - A governadora do Alasca, Sarah Palin, defende com entusiasmo a prospecção de novos poços de petróleo no litoral de seu Estado, inclusive em áreas de preservação. No entanto, é firme nas negociações com empresas do setor e aumentou os impostos sobre os produtores de energia que ali atuam.

Palin, indicada na sexta-feira como candidata republicana a vice-presidente na chapa de John McCain, é casada com um funcionário da empresa BP, mas já teve atritos com executivos da Exxon Mobil, ConocoPhillips e da própria BP desde que foi eleita.

Especialistas dizem que grande parte desses atritos se deve à pressão dela para que as empresas acelerem o desenvolvimento das reservas no Estado, onde fica a baía de Prudhoe, principal bacia petrolífera dos EUA.

"Ela é uma porta-voz bem articulada do ponto de vista pró-prospecção, o que vai fornecer um contraste interessante para a oposição", disse Craig Pirrong, diretor do Instituto de Gerenciamento da Energia Global, da Universidade de Houston.

O candidato democrata Barack Obama diz que vai priorizar o desenvolvimento de energias renováveis em vez do petróleo, mas admitiu a possibilidade de autorizar a exploração em áreas atualmente vedadas.

Tanto Obama quanto McCain são contra a prospecção de petróleo no Refúgio Nacional da Vida Selvagem do Ártico, pois ambientalistas dizem que isso afetaria a fauna e flora locais.

Embora contrarie essa posição, Palin promoveu em 2007 um aumento de impostos sobre a produção de gás e petróleo, o que dobrou a receita do Estado nesse setor, que superou 10 bilhões de dólares.

Esse imposto foi uma das razões alegadas pela BP e pela ConocoPhillips para suspender novos projetos no Alasca.   Continuação...