14 de Novembro de 2007 / às 17:28 / em 10 anos

Chefe de banco público será ministro da Economia da Argentina

Por Kevin Gray

BUENOS AIRES (Reuters) - A presidente eleita da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, anunciou nesta quarta-feira que o Ministério da Economia de seu governo ficará com o presidente de um dos maiores bancos públicos argentinos, Martin Lousteau, de 36 anos.

Ela também divulgou o resto do gabinete, que tem vários nomes importantes do governo atual, liderado pelo marido dela, Néstor Kirchner.

Cristina Kirchner foi eleita no primeiro turno no dia 28 de outubro e tomará posse no dia 10 de dezembro, em meio à crescente preocupação com a pressão inflacionária. Cristina é a primeira presidente mulher da Argentina.

Lousteau, que chefia o Banco de la Provincia de Buenos Aires, substituirá o ministro Miguel Peirano, que segundo a imprensa entrou em choque com outros assessores da área econômica do governo Kirchner por causa dos índices de inflação.

O governo tem sido acusado de manipular os índices para baixo por causa da eleição. Dados oficiais dizem que a inflação nos últimos 12 meses foi de 8,4 por cento, mas economistas na Argentina e no exterior estimam que o número real esteja por volta de 20 por cento.

A nomeação de Lousteau foi elogiada por líderes empresariais, e o índice da bolsa local, o MerVal, subiu mais de 1 por cento depois do anúncio de seu nome.

"Ele é um economista que acredita na indústria. Ele está claramente alinhado (com o presidente Néstor Kirchner)", disse José de Mendiguren, vice-presidente da União Industrial Argentina.

Lousteau já foi ministro de Produção da Província de Buenos Aires e também já trabalhou no banco central argentino.

Cristina Kirchner manteve boa parte dos principais assessores do marido, sinalizando que pretende manter sua política econômica, baseada no superávit orçamentário, na moeda fraca para estimular as exportações e no equilíbrio comercial.

Os atuais ministros do Planejamento, Julio De Vido, e das Relações Exteriores, Jorge Taiana, permanecerão no cargo.

O chefe de gabinete, Alberto Fernández, que fez o anúncio do novo ministério, disse que vai permanecer no cargo de principal assessor da presidente-eleita. Apesar do sobrenome em comum, os dois não são parentes.

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