Israel pressiona Rússia por venda de armas a Irã e Síria

segunda-feira, 6 de outubro de 2008 10:10 BRT
 

Por Allyn Fisher-Ilan

TEL AVIV, 6 de outubro (Reuters) - O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, aproveitará uma viagem à Rússia, a partir de segunda-feira, para pressionar Moscou a não vender mísseis e tecnologias armamentistas ao Irã e à Síria.

Falando ao seu gabinete na véspera da viagem de dois dias, Olmert disse que discutiria questões "de preocupação especial, imediata", o que inclui o fornecimento de armas para "elementos irresponsáveis".

Ocupando interinamente o cargo entre sua renúncia e a formação de um novo gabinete, Olmert deve se encontrar na segunda-feira com o presidente russo, Dmitry Medvedev, e com o primeiro-ministro Vladimir Putin.

Fontes israelenses de defesa disseram, com base em declarações prévias a respeito das relações militares entre Moscou e Teerã, que o Irã ainda não recebeu o moderno sistema antiaéreo S-300, mas que os dois países continuam discutindo tal negócio.

O S-300 ajudaria o Irã a evitar eventuais bombardeios israelenses e norte-americanos contra suas instalações nucleares. Analistas dizem que a aquisição desse sistema poderia acelerar uma ação militar visando a impedir que a República Islâmica venha a desenvolver armas nucleares.

A Rússia nega a intenção de vender o S-300, que tem uma versão capaz de monitorar até cem alvos e de disparar contra aviões a até 120 quilômetros de distância. No Ocidente, o sistema é conhecido como SA-20.

Na segunda-feira, um porta-voz da chancelaria iraniana foi vago ao comentar se o Irã havia ou não comprado os mísseis. "O poderio defensivo do Irã se baseia em nossas capacidades nativas, e vamos examinar qualquer ação que ajude a ampliar e fortalecer nosso poderio militar e defensivo", disse o porta-voz Hassan Qashqavi, segundo declaração traduzida pela TV local Press TV, que transmite em inglês.

"Temos uma boa cooperação de defesa com os russos. Um exemplo seria nos sistemas antiaéreos. Temos uma boa cooperação e vamos continuar cooperando com eles", acrescentou.   Continuação...