November 27, 2007 / 4:43 PM / in 10 years

OGX garante arrecadação recorde no leilão de blocos da ANP

4 Min, DE LEITURA

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 27 de novembro (Reuters) - A oferta dos cinco primeiros setores na nona rodada de licitações de áreas de petróleo e gás do governo mostrou o grande apetite da estreante no setor, a OGX, do empresário Eike Batista, que com lances elevados garantiu um valor recorde de arrecadação em relação às rodadas anteriores.

Até o momento, o governo arrecadou cerca 1,6 bilhão de reais com a venda de 40 blocos dos 87 ofertados em cinco setores nas bacias de Campos, Espírito Santo, Pará-Maranhão, Paranaíba e Santos. Restam outros 9 setores para serem ofertados.

Vencida pela OGX em dois blocos na bacia de Campos, o primeiro setor ofertado, a Petrobras lamentou as perdas mas justificou o resultado pela disposição do oponente.

"Eles vieram forte e quando a empresa decide entrar de qualquer jeito fica sem comparação", conformou-se o gerente-executivo de Exploração e Produção da estatal, Francisco Nepomuceno.

"Na nossa avaliação o que oferecemos era o que valia o bloco", acrescentou ele.

A disputa entre as duas companhias foi mais forte no bloco C-M592 de Campos, um dos dois maiores lances até o momento no leilão onde a OGX ofertou 237 milhões de reais, enquanto a Petrobras em consórcio fez lance de 112,4 milhões de reais.

Um representante da OGX que não quis ser identificado disse que o alto valor demonstra a vontade da empresa em crescer no setor.

"Se fizemos oferta é porque tínhamos caixa", limitou-se a declarar.

A empresa fez os maiores lances até o momento, com destaque para a oferta de 344 milhões de reais por um bloco na bacia de Santos, sem parceiros. Além desse bloco, a empresa levou mais três na mesma bacia totalizando 12 blocos adquiridos até o momento, com investimento aproximado de 1,4 bilhão de reais.

De acordo com o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, a oferta de blocos nas bacias de Campos e Santos logo na primeira parte do leilão seguiu uma estratégia de afastar qualquer dúvida em relação ao sucesso do evento, depois que o governo retirou 41 blocos da disputa dias antes da rodada.

Os primeiros resultados no dia satisfizeram as expectativas do do ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner.

"Isso mostra que as empresas estão disposta a investir. Não atrapalhou (tirar os blocos), com certeza teríamos um bônus muito maior, mas o Brasil precisa pensar o que é mais importante para ele", afirmou.

A Companhia Vale do Rio Doce, mineradora também estreante no leilão, manteve o foco na região onde possui atividade e conseguiu adquirir, em parceria com a Petrobras e a colombiana Ecopetrol, quatro blocos na bacia Pará-Maranhão, por 5,3 milhões de reais.

A Vale também ficou com dois outros blocos na bacia de Parnaíba, em consórcio com a Petrobras e a Devon Energy.

Veterana nas rodadas da ANP, a norueguesa Statoil garantiu blocos próximos ao campo de Peregrino, já explorado pela companhia, buscando integrar os ativos.

"Eles tem sinergia para nós e podemos interliga-los, nosso foco é sempre off-shore", afirmou o presidente da StatoilHydro Brasil, Jorge Camargo. A empresa fará a exploração dos novos blocos em parceria com a norte-americana Anadarko, que terá metade nos dois blocos.

Foram vendidos também oito blocos em terra na bacia do Espírito Santo , sendo dois para a Petrobras, três para a canadense BrazAlta, dois para a brasileira Vitória Ambiental e um para a também brasileira Lábrea.

A STR Projetos arrematou a maior dos blocos dos 10 blocos na bacia do Parnaíba, considerada uma nova fronteira de exploração.

Reportagem de Denise Luna; Edição de Marcelo Teixeira

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