Chávez irá se reunir com chefes das Farc e emissário francês

segunda-feira, 5 de novembro de 2007 10:14 BRST
 

CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, informou na noite de domingo que um grupo de líderes da guerrilha colombiana Farc e um emissário do governo francês estão na Venezuela para iniciar as negociações sobre um acordo humanitário na Colômbia.

Chávez intervém a pedido de Bogotá como mediador num possível acordo para trocar dezenas de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por centenas de guerrilheiros presos em cadeias colombianas.

Entre os reféns da guerrilha está a ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt, que também tem cidadania francesa.

"(A delegação) acaba de chegar à Venezuela. Não vou dizer onde estão, é claro, mas devo vê-los, são vários representantes do secretariado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia que chegaram afinal à Venezuela", disse Chávez num discurso.

"Chegaram para começar as reuniões em função do acordo humanitário, que é nossa tarefa", acrescentou.

O presidente não citou data nem lugar da reunião, mas acrescentou: "Também temos aqui em Caracas um emissário do presidente da França que chegou nesses dias para o mesmo tema."

Disse também que estará no país "um alto chefe" do também colombiano e marxista Exército de Libertação Nacional (ELN), mas não explicou as razões de sua presença.

Em Paris, o chanceler francês, Bernard Kouchner, disse no domingo que seu país recebeu uma nova "prova indireta" de que Betancourt continua viva. "Temos evidência indireta que (nos) chegou de uma maneira que é mais confiável que o usual", disse ele a uma emissora.

Kouchner afirmou ainda que apóia a iniciativa de Chávez, que deve ir a Paris no dia 20 tratar do tema dos reféns.   Continuação...

 
<p>O presidente venezuelano, Hugo Ch&aacute;vez, informou na noite de domingo que um grupo de l&iacute;deres da guerrilha colombiana Farc e um emiss&aacute;rio do governo franc&ecirc;s est&atilde;o na Venezuela para iniciar as negocia&ccedil;&otilde;es sobre um acordo humanit&aacute;rio na Col&ocirc;mbia. Photo by Francesco Spotorno</p>