20 de Junho de 2008 / às 22:08 / em 9 anos

UBS procura comprador para grupo Paranapanema

Por Denise Luna

COSTA DO SAUÍPE, Bahia, 20 de junho (Reuters) - O UBS está procurando comprador para os ativos do grupo Paranapanema PMAM4.SA, holding que reúne quatro empresas no segmento de metais não-ferrosos e que passa por processo de reestruturação de uma dívida de 1,2 bilhão de reais.

A empresa controla a Eluma e a Caraíba, ligadas ao cobre, a Cibrafértil, de fertilizantes, e a Taboca, de estanho e minerais industriais.

“Contratamos o UBS, que também é credor, inicialmente para fazer um IPO, mas o mercado se fechou e agora existe a possibilidade de venda. Ele (UBS) tem recebido interessados, mas não temos nada de concreto”, disse a jornalistas Joílson Rodrigues Ferreira, diretor de Participação da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil que possui uma fatia da holding.

Na semana passada a empresa anunciou uma reestruturação financeira com emissão de 950 milhões de reais em debêntures conversíveis em ações, onde os credores da companhia --Previ, Sistel, Petros, BNDES, UBS e Santander-- se comprometeram a converter a dívida em debêntures.

A operação tem 30 dias para ser concluída, em processo que ainda vai avaliar a adesão dos acionistas minoritários.

Alguns credores, como Previ e Sistel, fundo de pensão de empresas do setor de telecomunicações, terão suas participações diluídas na operação, enquanto o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um dos maiores credores da empresa, se tornará sócio da companhia.

As debêntures são divididas em duas etapas, sendo 200 milhões de reais a serem convertidos em 30 meses e o restante em 11 anos.

De acordo Ferreira, do Previ, com a reestruturação da dívida a participação da entidade, que é detentora de 26 por cento da dívida da companhia, cairá dos atuais 49 por cento para 30 por cento se não houver adesão de minoritários.

“Se eles aderirem seremos ainda mais diluídos”, disse Ferreira, há duas semanas no cargo, e que tem como uma das tarefas reduzir os investimentos da Previ em renda variável para enquadrar a entidade ao limite estabelecido pelo governo (50 por cento do total) até 2012.

O BNDES passará a deter 9,7 por cento da empresa; a Petros subirá de 2 para 7 por cento e a Sistel passará de 8 para 5,8 por cento. Já o UBS e o Santander, maiores credores da companhia, ficarão juntos com participação de 28 por cento.

“A intenção deles foi injetar dinheiro na companhia, por isso subscreveram mais, mas não querem ser acionistas para sempre”, disse Ferreira que, apesar dos problemas enfrentados pela companhia e de prejuízos registrados recentemente, confia que propostas serão feitas pela Paranapanema diante do ‘boom’ do mercado de metais.

Edição de Marcelo Teixeira

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