April 7, 2008 / 12:35 PM / 9 years ago

Atividade como lobista derruba estrategista de Hillary

3 Min, DE LEITURA

<p>A senadora Hillary Clinton em reuni&atilde;o local em Missoula, Montana, 6 de abril. Photo by Anne Medley</p>

Por David Wiessler

WASHINGTON (Reuters) - O principal estrategista político de Hillary Clinton, Mark Penn, afastou-se no domingo da campanha da pré-candidata democrata à Presidência dos EUA, por causa da revelação de que ele fez lobby em prol de um tratado de livre-comércio com a Colômbia, ao qual a pré-candidata se opõe.

"Após os fatos dos últimos dias, Mark Penn pediu para deixar seu papel de estrategista-chefe da campanha de Clinton," disse nota assinada por Maggie Williams, gerente da campanha.

Hillary e o senador Barack Obama disputam a indicação democrata à eleição presidencial de novembro. Muitos eleitores proletários acham que acordos de livre-comércio levam ao fechamento de empregos industriais, e por isso os dois candidatos oposicionistas costumam se manifestar contra o tratado com a Colômbia.

Penn pediu desculpas por ter se reunido, em 31 de março, com o embaixadora colombiana nos EUA, para discutir o tratado. Mas afirmou que foi a esse encontro na qualidade de presidente-executivo do escritório de lobby Burson-Marsteller Worldwide, contratado por Bogotá para promover o acordo comercial.

A próxima disputa entre Hillary e Obama acontece no dia 22, na Pensilvânia. Ambos passaram o fim de semana em Montana, um Estado grande e pouco habitado, que raramente freqüenta o noticiário político.

Enquanto isso, o senador John McCain, já garantido como candidato republicano, fez uma pausa na campanha, mas sinalizou a intenção de buscar votos além do eleitorado conservador.

"Precisamos ir atrás de toda a América, competir com afinco em cada seção do país", disse ele em entrevista à Fox News, gravada na sexta-feira e transmitida no domingo.

McCain disse, por exemplo, que espera ter votos de negros e hispânicos (dois grupos habitualmente inclinados aos democratas), e também de jovens e independentes (que neste ano participam mais da campanha da oposição).

"Não tenho certeza de que o velho cenário de Estados vermelhos (republicanos) e Estados azuis (democratas) que prevaleceu nas últimas eleições funcione", disse McCain. "Acho que a maioria desses Estados vermelhos ou azuis estará aberta à disputa."

Reportagem adicional de Thomas Ferraro e Ellen Wulfhorst

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