18 de Janeiro de 2008 / às 22:16 / 10 anos atrás

Bolívia garante exportações de gás à Argentina no inverno

BUENOS AIRES (Reuters) - O ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, prometeu na sexta-feira manter as exportações de gás natural à Argentina durante o inverno, quando há ameaça de escassez energética.

Recentemente, o governo boliviano anunciou a intenção de negociar com Argentina e Brasil para garantir o fornecimento, já que não havia gás suficiente para atender a toda a demanda durante os meses de alto consumo.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, chega a Buenos Aires para uma visita no próximo dia 25.

"Para o período em que há um aumento significativo de demanda do gás natural, que é o inverno, é claro que garantimos plenamente o envio de gás à Argentina, de modo a contribuir para que não existam problemas de nenhuma natureza na sociedade," afirmou Villegas.

Segundo ele, a Bolívia nunca deixou de entregar à Argentina "a quantidade diária garantida" nos contratos de gás.

Em meio a uma onda de forte crescimento econômico, a Argentina precisou suspender o fornecimento de gás ao setor industrial durante o inverno passado para garantir o abastecimento das casas.

Enquanto o governo prepara um plano de investimentos públicos na produção energética, a chegada dos meses de frio ou calor acende um alarme no país.

Os milionários investimentos no setor boliviano de gás não levarão a um aumento da oferta neste ano, que continua prevista em 42 milhões de metros cúbicos diários.

No curto prazo, as autoridades bolivianas estabeleceram como prioridade a distribuição de cerca de 5 milhões de metros cúbicos diários no mercado interno e entre 26 e 32 milhões para o Brasil. O restante vai para a Argentina.

Villegas disse que não tratou da questão do preço dos combustíveis, e afirmou que Morales se reunirá com a presidente argentina, Cristina Kirchner, antes de assistir à licitação na Argentina para a compra dos tubos de um gasoduto binacional.

A Argentina é o segundo maior cliente do gás boliviano. Ambos os países firmaram um contrato para aumentar o fornecimento para 27,7 milhões de metros cúbicos diários a partir de 2010.

Por Kevin Gray

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