13 de Fevereiro de 2008 / às 23:21 / 10 anos atrás

ONU deve aprovar resolução contra o Irã em breve, diz Rice

Por Sue Pleming

WASHINGTON, 13 de fevereiro (Reuters) - A secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, disse na quarta-feira torcer para que a ONU aprove nas próximas semanas um novo pacote de sanções contra o Irã, e pediu a seus aliados que sejam mais agressivos nas punições à República Islâmica.

Ministros de Relações Exteriores dos cinco países com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU (EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia e China), mais a Alemanha, concordaram no mês passado a respeito de uma resolução com novas sanções ao programa nuclear do Irã, que o Ocidente suspeita que esteja voltado para o desenvolvimento de armas nucleares. Teerã diz que seu programa nuclear é exclusivamente pacífico.

A proposta de resolução está atualmente sendo apresentada aos demais países do Conselho de Segurança, que tem um total de 15 integrantes. Mas alguns participantes, como África do Sul e Líbia, reagiram à nova resolução e gostariam de esperar mais.

"Eu esperaria que dentro de poucas semanas, pelo menos, conseguíssemos ter uma votação, uma votação afirmativa", disse Rice à Comissão de Assuntos Exteriores da Câmara dos Deputados.

Washington gostaria que a resolução fosse aprovada no máximo até meados de março, quando acontecem eleições parlamentares no Irã.

Os EUA queriam sanções mais duras contra o país, mas cederam às objeções de China e Rússia, o que acabou atenuando a proposta, que tem como principal alvo os bancos do Irã.

As sanções, segundo Rice, "não são tão fortes quanto os Estados Unidos gostariam, mas têm o efeito de lembrar ao Irã que ele está isolado da comunidade internacional".

Ela citou artigos do novo texto que instituem inspeções de cargas iranianas e o congelamento adicional de bens de alguns cidadãos do país.

"Novamente, não é tão forte quanto gostaríamos, mas abre uma nova direção, o que seria muito importante", acrescentou ela.

Rice sugeriu que aliados dos EUA adotem sanções unilaterais ao Irã, independentemente da ONU, e lembrou que Washington já tem restrições a autoridades iranianas envolvidas no programa nuclear.

"Estamos indo atrás das finanças e vamos continuar indo atrás das finanças. Queremos que nossos amigos mundo afora sejam mais agressivos nesse aspecto", declarou ela.

Mas o apetite internacional por punições à República Islâmica perdeu parte do seu impulso depois da divulgação, em dezembro, de uma Estimativa de Inteligência Nacional, um documento oficial dos EUA, que admitia que o Irã abandonou em 2003 o desenvolvimento de armas nucleares --embora ainda possa retomá-lo.

Rice admitiu que esse documento levou as pessoas a "relaxarem um pouco demais".

"Mas essa nunca deveria ser a leitura da Estimativa de Inteligência Nacional, porque a parte disso que é realmente perigosa é a atividade de enriquecimento e reprocessamento (de urânio, matéria-prima de bombas atômicas), e conseguimos reunir as pessoas novamente em torno desse reconhecimento".

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