Exército colombiano nega ter ocultado provas de vida de reféns

terça-feira, 4 de dezembro de 2007 16:07 BRST
 

BOGOTÁ, 4 de dezembro (Reuters) - O comandante das Forças Militares da Colômbia, general Freddy Padilla de León, negou na terça-feira ter ocultado, com fins políticos, provas de vida de 16 dos reféns que estão nas mãos da maior guerrilha do país, e chamou a senadora que fez a denúncia de mentirosa.

Piedad Córdoba, senadora do Partido Liberal, da oposição, afirmou que as provas que mostravam que a ex-presidenciável Ingrid Betancourt, três norte-americanos, um ex-senador e 11 militares sequestrados pelas Farc estão vivos foram confiscadas vários dias antes de serem divulgadas.

"Essas declarações ofendem a dignidade do presidente da República e das Forças Militares", disse Padilla de León à rádio local.

Segundo ele, assim que o presidente Alvaro Uribe soube das provas determinou que elas fossem divulgadas para as famílias, a comunidade internacional e o país.

Córdoba e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, negociavam com as Farc para chegar a um acordo pela libertação de um total de 49 reféns, sequestrados há anos. Mas Uribe suspendeu a negociação, irritando Chávez e provocando uma crise diplomática.

Luis Fernando Serrano, advogado dos supostos guerrilheiros das Farc que estavam com as provas, disse que seus clientes afirmaram ter sido capturados na quinta-feira, como diz o governo.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)