10 de Junho de 2008 / às 12:43 / 9 anos atrás

"Candidatas" a primeira-dama ilustram contrastes nos EUA

<p>Barack Obama e sua mulher, Michelle Obama, pouco antes de saberem que ele havia conquistado o n&uacute;mero de delegados suficiente para a indica&ccedil;&atilde;o do partido democrata. Photo by Jason Reed</p>

Por Caren Bohan

WASHINGTON (Reuters) - Michelle Obama e Cindy McCain têm em comum a repugnância pelos atritos da vida política. As duas tentaram dissuadir os maridos da idéia de disputar a Casa Branca.

Ambas são conhecidas pela elegância, que empresta glamour às campanhas dos cônjuges, Barack Obama e John McCain.

Na última edição da Vogue norte-americana, Cindy posa com jeans justos. Michelle, que também já apareceu na revista, foi bastante elogiada pelos especialistas por causa do vestidinho violeta que usou no comício em que o marido celebrou a conquista da indicação democrata. Ela também tem sido comparada a ex-primeira-dama Jacqueline Kennedy, esposa do ex-presidente John F. Kennedy.

Mas as semelhanças entre as duas “candidatas” a primeira-dama terminam por aí.

Michelle, 44 anos, formou-se em Direito em Princeton e Harvard e foi criado por uma família de operários da região de South Side, em Chicago. Se Obama for eleito, será a primeira vez que os EUA terão uma primeira-dama negra.

Durante a campanha do marido, ela costuma se referir com frequência ao fato de ser uma mãe trabalhadora. O casal tem duas filhas, e até recentemente Michelle trabalhava como executiva em um hospital.

Confiante, dona de idéias fortes, hábil oradora, Michelle atrai algumas críticas por eventuais excessos verbais.

Já Cindy McCain, 54 anos, segunda esposa do candidato republicano, é discreta e parece pouco à vontade sob os holofotes da campanha do marido, 18 anos mais velho que ela.

Loira, olhos azuis, Cindy foi “miss rodeio” e líder de torcida. Tem mestrado em Educação pela Universidade do Sul da Califórnia e cresceu numa família rica de Phoenix, Arizona. Ela é herdeira da Hensley & Co, uma das maiores distribuidoras nos EUA da cervejaria Anheuser-Busch.

Em maio, ela divulgou uma declaração de renda em que consta um ganho de 6 milhões de dólares em 2006.

Cindy criou quatro filhos, inclusive Bridget, de 16 anos, que foi adotada do orfanato de Madre Teresa em Bangladesh. A mulher do senador já viajou o mundo todo em missões beneficentes.

Os modos aristocráticos dela a colocam na companhia de primeiras-damas mais tradicionais, como Nancy Reagan e Laura Bush.

“Esta está mais no molde clássico da esposa do candidato durante a campanha”, disse Calvin Jillson, cientista político da Universidade Metodista do Sul, em Dallas, Texas.

“Olhando Michelle Obama, parece que, ao longo da vida de casada, ela e seu marido foram bastante iguais”, disse Jillson, para quem essa imagem transpareceu no esportivo bater de mãos deles no comício da vitória, terça-feira passada.

O casal Obama se conheceu no trabalho jurídico. Pessoas próximas dizem que ela habitualmente dá consultoria política a ele, mas sem adotar o papel de confidente e “filtro” da realidade.

Em seus eventos, Obama costuma dizer que sempre ouve de Michelle que ele não é “um homem perfeito”.

Questionado certa vez sobre seus defeitos, Obama não titubeou: “Converse com a minha mulher, ela terá uma lista bastante longa”.

Reportagem adicional de Tim Gaynor

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