2 de Junho de 2008 / às 18:34 / 9 anos atrás

BG vai fornecer até 130 mil m3 diários de GNL para PETROBRAS

RIO DE JANEIRO, 2 de junho (Reuters) - O Brasil passará a contar a partir do segundo semestre com mais uma fonte energética para administrar o aumento de consumo de energia elétrica no país, com a entrada do Gás Natural Liquefeito (GNL) fornecido pela inglesa BG BG.L, de acordo com contrato assinado nesta segunda-feira com a Petrobras (PETR4.SA).

O contrato prevê a compra em julho de 75 mil a até 130 mil metros cúbicos diários de GNL, dependendo do comportamento do mercado. O GNL será regaseificado em um navio construído em Cingapura e que deverá chegar ao Brasil no próximo mês, segundo a diretora da área de gás e energia da empresa, Graça Foster.

“O navio chega em torno do dia 15 de julho, as obras dos terminais estão acontecendo no prazo”, afirmou a diretora a jornalistas, informando que depois de testar o terminal de Pecém (Ceará) é possível que o volume comprado da BG seja usado também para testar o terminal da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, com capacidade para 14 milhões de metros cúbicos diários, contra os 7 milhões previstos para Pecém.

“Estamos planejando antecipar o comicionamento na baía de Guanabara no final de setembro, início de outubro”, informou.

Foster informou que a estatal continua estudando a construção de um terceiro terminal, no sul do país, onde o volume deverá ser entre 14 e 20 milhões de metros cúbicos, com investimentos de 400 milhões de dólares. A estimativa é de que o terceiro terminal fique pronto em 2013.

“O terceiro terminal vai depender dos leilões de energia que vamos participar este ano, se tiver demanda para mais 2 a 3 milhões de metros cúbicos ele se justifica e se o preço do gás estiver adequado”, afirmou.

A construção de terminais de GNL no Brasil foi decidida há dois anos pela Petrobras, para garantir o abastecimento do mercado brasileiro após a Bolívia nacionalizar ativos naquele país e a Petrobras suspender os investimentos que faria para expandir a produção de gás boliviano.

Este é o quarto contrato de compra de GNL assinado pela estatal. Dois contratos são sigilosos e outro foi assinado com a Shell, que não revelou o volume negociado. Foster destacou que não há necessidade imediata de suprimento de gás extra no país, mas que o início da operação é fundamental para testar as novas instalações.

DEFASAGEM

A executiva informou também que assinou na sexta-feira o último contrato com distribuidoras de gás no Brasil, que foram todos refeitos para abrigar a nova política da companhia que prevê um volume firme e inflexível e outras partes flexíveis.

“Só faltava a Algás (Alagoas) e concluímos na sexta-feira, agora todas as distribuidoras de gás estão contratadas”, disse a diretora.

Pelo contrato, a Algás terá direito a 730 mil metros cúbicos diários de gás natural por dia, sendo 400 mil firmes e 300 mil flexíveis. Segundo Foster, todos os contratos demandarão um volume firme e inflexível de cerca de 37 milhões de metros cúbicos e 10 milhões de metros cúbicos flexíveis até 2012.

A diretora lamentou, no entanto, ter começado a negociar os contratos há dois anos, “quando o petróleo não estava a 130 reais o barris”, informando que do ponto de vista de mercado os novos contratos já nasceram defasados em relação ao mercado internacional.

“Existe uma defasagem grande na nova política de gás em relação ao Brent, a gente não esperava o petróleo a 130”, disse, afirmando, no entanto, que não há previsão de ajuste para o combustível e que a empresa tem como compensar a defasagem internamente.

Reportagem de Denise Luna; edição de Roberto Samora

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