Assassinato suspende campanha eleitoral na Espanha

sexta-feira, 7 de março de 2008 12:37 BRT
 

Por Jason Webb

MADRI (Reuters) - Os maiores partidos políticos da Espanha cancelaram seus comícios de final de campanha na sexta-feira, dois dias antes da eleição, depois de um ex-vereador do Partido Socialista, atualmente no comando do país, ter sido assassinado no País Basco.

Isaias Carrasco, pai de três filhos, foi morto a tiros na frente de sua mulher e de uma filha pequena, na cidade de Mondragón, às 13h30 (9h30 em Brasília), afirmaram a polícia, autoridades do Partido Socialista e testemunhas.

"Eu olhei para fora da janela e vi a mulher e a filha dele, em cima dele, gritando: 'Assassinos, assassinos'. O peito dele estava coberto de sangue e as duas tinham sangue nas roupas", afirmou uma moradora da cidade ao canal de TV CNN+.

Ninguém assumiu a responsabilidade pela morte de Carrasco, mas, o ministro de Interior da Espanha, Alfredo Perez Rubalcaba, culpou o grupo rebeldes separatista basco ETA pelo assassinato do político.

O primeiro-ministro socialista espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que interrompeu as negociações de paz com o ETA em dezembro de 2006, aparece à frente do Partido Popular (PP), liderado por Mariano Rajoy. nas pesquisas.

Zapatero tornou-se primeiro-ministro como resultado de uma surpreendente vitória ocorrida depois de atentados a bomba em 2004, quando extremistas islâmicos detonaram explosivos em trens de Madri, matando 191 pessoas.

Não se sabe ao certo ainda qual o efeito do assassinato de sexta-feira sobre as eleições parlamentares de domingo. Zapatero lançou ações de repressão contra o ETA, mas o PP já acusou o premiê de ter sido leniente demais com os separatistas bascos.

"Isso pode fazer com que aumente o comparecimento às urnas", disse Julian Santamaria, professor de política da Universidade Complutense, em Madri. Santamaria disse, no entanto, não acreditar que o ataque altere as intenções de voto.   Continuação...

 
<p>O primeiro-ministro da Espanha, Jos&eacute; Luiz Zapatero, durante discurso no pal&aacute;cio de Moncloa em Madri. Os maiores partidos pol&iacute;ticos da Espanha cancelaram seus com&iacute;cios de final de campanha dois dias antes da elei&ccedil;&atilde;o, depois de um ex-vereador do Partido Socialista ter sido assassinado no Pa&iacute;s Basco. Photo by Sergio Perez</p>