March 3, 2008 / 3:47 PM / 9 years ago

Venezuela prepara envio de soldados para fronteira com Colômbia

4 Min, DE LEITURA

<p>O presidente venezuelano, Hugo Ch&aacute;vez, durante programa semanal 'Alo Presidente' em Caracas. A Venezuela preparava na segunda-feira os planos de log&iacute;stica para mobilizar tropas de na fronteira com a Col&ocirc;mbia. Photo by Reuters (Handout)</p>

Por Patricia Rondón Espín

CARACAS (Reuters) - A Venezuela preparava na segunda-feira os planos de logística para mobilizar tropas de na fronteira com a Colômbia, conforme determinou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, após um ataque realizado por forças colombianas em território do Equador.

Segundo meios de comunicação venezuelanos, a transferência das tropas ainda não ocorreu.

O bombardeio colombiano, que provocou um dos piores conflitos diplomáticos já surgidos entre o Equador, a Colômbia e a Venezuela, chamou atenção de veículos de comunicação do mundo todo e de outros governos, que já começaram a pedir explicações, a defender que o conflito se revolva pelas vias diplomáticas e a declarar apoio para uma ou outra parte.

Chávez determinou o deslocamento de dez batalhões rumo aos Estados de Zulia, Táchira e Apure como forma de reação à morte do segundo homem na hierarquia da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes.

Reyes morreu em um ataque realizado pela Colômbia contra um acampamento do grupo instalado dentro do Equador.

"Chávez coloca a Venezuela em situação de escalada militar", afirmou em sua manchete o jornal venezuelano El Nacional, de oposição. O governo venezuelano, além disso, determinou o fechamento de sua embaixada na Colômbia.

Já o canal de TV Globovisión, também da oposição, afirmou desde Táchira que a movimentação das tropas ainda não havia ocorrido na manhã de segunda-feira e que as autoridades elaboravam os planos logísticos para a operação.

Não foram encontrados porta-vozes do Ministério da Defesa da Venezuela para se manifestarem sobre a notícia.

Chávez acusou o presidente colombiano, Alvaro Uribe, o qual descreveu como "mentiroso", "mafioso" e "paramilitar", de colocar o continente à beira de uma guerra.

De outro lado, o governo do Equador também determinou a saída de seu embaixador de Bogotá e o envio de tropas para sua fronteira, acusando a Colômbia de ter violado sua soberania.

Ele também conclamou a comunidade internacional a punir o governo colombiano.

A Colômbia pediu desculpas ao Equador por ter ingressado no país vizinho com suas forças militares, argumentando que a operação havia sido necessária.

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, somou sua voz ao coro das críticas e convidou Uribe a negociar.

A morte de Reyes, cujo verdadeiro nome era Luis Edgar Devia, representa o maior êxito das Forças Armadas da Colômbia na luta de mais de quatro décadas contra a guerrilha.

Os governos colombiano e venezuelano embarcaram em uma crise diplomática quando Uribe suspendeu a mediação de Chávez junto às Farc. O dirigente da Venezuela tentava um acordo por meio do qual a guerrilha libertaria vários de seus reféns.

As Farc acabaram soltando dois grupos de reféns, seis pessoas no total, como forma de dar apoio a Chávez após ele ter sido retirado do papel de mediador.

Por Patricia Rondón Espín

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