5 de Março de 2008 / às 15:38 / em 10 anos

Venezuela inicia envio de batalhões à fronteira com Colômbia

<p>Soldado venezuelano descansa sobre ve&iacute;culo de transporte blindado que se dirigia para a fronteira com a Col&ocirc;mbia. A Venezuela enviou tanques e unidades da Aeron&aacute;utica e da Marinha para a fronteira com a Col&ocirc;mbia, em sua primeira mobiliza&ccedil;&atilde;o militar de peso. Photo by Stringer</p>

Por Brian Ellsworth

CARACAS (Reuters) - A Venezuela enviou tanques e unidades da Aeronáutica e da Marinha para a fronteira com a Colômbia, em sua primeira mobilização militar de peso desde que forças colombianas invadiram o território equatoriano para atacar um grupo guerrilheiro, provocando uma crise regional.

A informação sobre a movimentação das tropas partiu do ministro venezuelano da Defesa, na quarta-feira.

A manobra amplia as tensões surgidas depois da operação militar colombiana do sábado, quando foram mortos membros da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que aquele ataque poderia deflagrar uma guerra na região andina.

Apesar de o Equador e a Venezuela terem enviado soldados para a fronteira com a Colômbia nos últimos dias, não havia surgido, até agora, nenhum indício de uma grande movimentação de forças militares.

Respondendo a uma ordem dada por Chávez no domingo, as Forças Armadas da Venezuela começaram a enviar dez batalhões de tanque para a fronteira e colocaram em alerta a Aeronáutica e a Marinha. Analistas estimam que uma mobilização do tipo poderia incluir mais de 200 tanques.

A Colômbia disse que não estacionará um contingente suplementar de soldados em sua fronteira para responder à manobra dos países vizinhos.

Na crise, os aliados Equador e Venezuela enfrentam a Colômbia, que recebe bilhões de dólares em ajuda militar dos Estados Unidos para combater o tráfico de drogas e os grupos guerrilheiros.

Além da mobilização militar, os governos equatoriano e venezuelano cortaram suas relações diplomáticas com o governo colombiano. A crise fez com que vários países do mundo pedissem calma às três nações andinas.

Apesar da manobra da Venezuela na quarta-feira, o Equador acenou com um gesto de reconciliação, oferecendo à Colômbia uma saída diplomática da crise caso este país peça desculpas pela violação territorial e prometa não realizar novas ações do tipo.

“Espero que no curto prazo as relações possam ser restabelecidas”, afirmou o vice-presidente do Equador, Lenin Moreno, à rádio colombiana Caracol.

Capitaneados pelo peso pesado da diplomacia regional, o Brasil, os países latino-americanos, em sua maioria, condenaram a Colômbia por ingressar no Equador para matar guerrilheiros das Farc e conclamaram o governo colombiano a pedir desculpas.

Reportagem adicional de Pat Markey em Bogotá

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