20 de Março de 2008 / às 14:36 / 10 anos atrás

Vice dos EUA visita Afeganistão antes de cúpula da Otan

<p>Vice dos EUA visita Afeganist&atilde;o antes de c&uacute;pula da Otan. O vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, ao lado do presidente afeg&atilde;o Hamid Karzai, em Kabul. Cheney visitou o pa&iacute;s antes de uma c&uacute;pula da Otan em que o governo dos EUA pedir&aacute; a seus aliados que enviem mais tropas &agrave;quele pa&iacute;s. 20 de mar&ccedil;o. Photo by Ahmad Masood</p>

Por Tabassum Zakaria

CABUL (Reuters) - O vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, visitou o Afeganistão na quinta-feira e reuniu-se com o presidente afegão, Hamid Karzai, antes de uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em que o governo norte-americano pedirá a seus aliados que enviem mais soldados àquele país.

A missão da Otan no Afeganistão é um dos maiores desafios enfrentados pela aliança criada 59 anos atrás e provocou embates declarados entre os países-membros a respeito da estratégia a ser adotada e do número de soldados a ser enviado.

Segundo Cheney, a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), a missão liderada pela Otan no Afeganistão, seria um dos principais assuntos a serem discutidos na cúpula de Bucareste, marcada para ocorrer no começo de abril.

“A Isaf fez uma diferença tremenda neste país e os EUA pedirão a nossos aliados da Otan para que se comprometam ainda mais no futuro”, disse Cheney em uma entrevista coletiva realizada na capital afegã, Cabul, que visitou de surpresa nesta quinta-feira.

A Isaf mantém cerca de 43 mil soldados no Afeganistão para enfrentar os militantes do Taliban, que se reorganizaram depois de forças lideradas pelos EUA e forças afegãs terem deposto o movimento islâmico radical nos meses que se seguiram aos ataques de 11 de setembro de 2001.

Reorganizado, o Taliban lançou novamente sua insurgência dois anos atrás.

Soldados norte-americanos, canadenses e holandeses respondem pelo grosso das operações de combate realizadas no sul e no leste do Afeganistão, ao passo que outros aliados da Otan, com destaque para a França e a Alemanha, resistem por enquanto às pressões dos EUA para permitir que seus militares operem fora do norte afegão, uma área relativamente segura.

“Os EUA e outros membros da coalizão precisam ter uma força suficiente aqui a fim de permitir que haja um nível suficiente de segurança para enfrentarmos a ameaça representada pelas atividades ainda em andamento de radicais e extremistas, como os do Taliban e da Al Qaeda”, disse Cheney.

O vice-presidente norte-americano visitou depois a base de Bagram, perto de Cabul, onde um homem-bomba matou 14 pessoas, entre as quais um soldado dos EUA e um da Coréia do Sul, em fevereiro de 2007, última vez em que Cheney compareceu a esse local.

O Taliban pretende fazer com que os países da Otan desistam da missão militar no Afeganistão e retirem seus soldados dali, o que significaria uma vitória estratégica para o grupo radical.

Reportagem adicional de Hamid Shalizi

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