Europa pede a rivais no Quênia para interromper violência

terça-feira, 1 de janeiro de 2008 18:11 BRST
 

LONDRES (Reuters) - Países europeus pediram os concorrentes políticos quenianos para agir com responsabilidade para acabar com os conflitos étnicos que já mataram quase 250 pessoas, incluindo moradores em uma igreja incendiada na terça-feira.

A Grã-Bretanha disse que os dirigentes da União Africana e o Commonwealth concordaram em tentar reconciliar as rivalidades após a contestada reeleição do presidente do Quênia, Mwai Kibaki, no dia 27 de dezembro, desencadear a violência.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, afirmou ter conversado com Kibaki e o líder da oposição Raila Odinga e pedido a eles que procurem um solução pacífica.

"Eu estou seriamente preocupado com a situação no Quênia", disse Brown em um comunicado. "Eu pedi a Mwai Kibaki e Raila Odinga por moderação e liderança responsável".

Brown disse ter falado com o presidente de Gana, John Kufuor, diretor da União Africana, e com ex-presidente de Serra Leoa Ahmad Tejan Kabbah, líder da missão de observação do Commonwealth no Quênia, para que eles se posicionem.

Kufuor havia concordado em ajudar a promover o diálogo e reconciliação, disse Brown, acrescentando: "Isso oferece uma oportunidade para acabar com a violência e ajudar os quenianos a se unirem".

O Quênia é uma ex-colônia da Grã-Bretanha.

A França e a Alemanha também pediram aos líderes do Quênia para agirem com responsabilidade.

"A França está preocupada com a violência dos últimos dias no Quênia. O país pede aos líderes políticos para contribuirem com a restauração da paz e evitarem qualquer ação que possa aumentar as tensões", disse um comunicado do ministro das Relações Exteriores.

O ministro das Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, disse: "O governo alemão pede ao governo e a oposição no Quênia para encontrar uma solução pacífica, com base na Constituição, para os conflitos. A continuação da violência deve ser evitada". "As aparentes irregularidades nas eleições têm que ser esclarecidas. O governo alemão apóia o pedido dos observadores europeus para uma investigação independente dos resultados da votação".

(Reportagem de Kate Kelland em Londres, Anna Willard em Paris e Erik Kirschbaum em Berlim)