14 de Maio de 2008 / às 19:39 / em 9 anos

Sindigás prevê novo ajuste de GLP para indústria até julho

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 14 de maio (Reuters) - As empresas e indústrias consumidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) já receberam dois aumentos no preço este ano, de 15 e 10 por cento nos meses de janeiro e maio, respectivamente, e um terceiro reajuste não está descartado em meados do ano, informou o Sindicato Nacional das Indústrias de Gás nesta quarta-feira.

“O sinal que nós recebemos é que haverá mais aumento até julho. O botijão de 13 quilos deve continuar de fora (dos reajustes”, afirmou o presidente do Sindigás, Sérgio Bandeira de Mello.

Além de reclamar dos recentes aumentos, o dirigente alerta para o problema do aumento da diferença entre o preço do gás de uso industrial e o do GLP para uso residencial.

A diferenca do preço do botijão de 13 quilos, usado em residências, para o produto vendido a granel e para o botijão de 45 quilos, mais usados pelos grandes consumidores, era de 13,7 por cento em dezembro do ano passado nas refinarias, mas com os dois aumentos promovidos pela Petrobras (PETR4.SA) nesse ano, a distância subiu para 43,8 por cento.

“Essa diferença está chegando a um limite inaceitável”, disse a jornalistas o presidente do Sindigás.

Segundo ele, a alta diferença entre o botijão de 13 quilos favorece o aumento da fraude no setor e pode estimular a troca de instalações de gás, aumentando o risco de acidentes.

“Há instaladores de gato no mercado oferecendo a troca de 45 quilos por uma central de 13 quilos. O risco de acidentes e muito alto”, destacou Mello

De acordo com o Sindigás, o GLP de 13 quilos representa 75 por cento do mercado e os outros gases líquidos derivados de petróleo, 25 por cento.

A Petrobras não reajusta o preço do GLP usado em residências (botijão) desde 2005, quando o barril de petróleo era cotado perto dos 60 dólares.

“A importação de GLP também não é vantajosa já que o preço praticado aqui no Brasil ainda esta 40 por cento mais barato. O preço do botijão de 13 quilos está 52 por centro mais barato. É um convite a não importar”, declarou Bandeira de Mello.

O Sindigás espera um crescimento de 2,5 a 3 por cento do mercado de GLP em 2008 frente a 2007, quando a expansão foi na mesma proporção.

“Há uma lei que impede o uso de GLP em motores a explosão ou em caldeiras, o que dificulta uma expansão mais forte. (Assim como o) uso em piscinas e saunas”, afirmou o presidente do Sindigás ao citar lei de 1991 que mantém restrições para o uso do GLP no mercado interno.

Em 2007, a oferta de GLP no mercado brasileiro foi de 6,6 milhões de metros cúbicos por dia e as projeções da empresa de consultoria Booz Allen apontam para 9,7 milhões por dia em 2015, com uma demanda prevista de 7,6 milhões diários.

As estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) sinalizam para uma oferta em 2015 de 10 milhões de metros cúbicos por dia e para um consumo previsto de 9 milhões de metros cúbicos por dia.

Edição de Denise Luna e Marcelo Teixeira

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