Sindigás prevê novo ajuste de GLP para indústria até julho

quarta-feira, 14 de maio de 2008 16:37 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 14 de maio (Reuters) - As empresas e indústrias consumidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) já receberam dois aumentos no preço este ano, de 15 e 10 por cento nos meses de janeiro e maio, respectivamente, e um terceiro reajuste não está descartado em meados do ano, informou o Sindicato Nacional das Indústrias de Gás nesta quarta-feira.

"O sinal que nós recebemos é que haverá mais aumento até julho. O botijão de 13 quilos deve continuar de fora (dos reajustes", afirmou o presidente do Sindigás, Sérgio Bandeira de Mello.

Além de reclamar dos recentes aumentos, o dirigente alerta para o problema do aumento da diferença entre o preço do gás de uso industrial e o do GLP para uso residencial.

A diferenca do preço do botijão de 13 quilos, usado em residências, para o produto vendido a granel e para o botijão de 45 quilos, mais usados pelos grandes consumidores, era de 13,7 por cento em dezembro do ano passado nas refinarias, mas com os dois aumentos promovidos pela Petrobras (PETR4.SA: Cotações) nesse ano, a distância subiu para 43,8 por cento.

"Essa diferença está chegando a um limite inaceitável", disse a jornalistas o presidente do Sindigás.

Segundo ele, a alta diferença entre o botijão de 13 quilos favorece o aumento da fraude no setor e pode estimular a troca de instalações de gás, aumentando o risco de acidentes.

"Há instaladores de gato no mercado oferecendo a troca de 45 quilos por uma central de 13 quilos. O risco de acidentes e muito alto", destacou Mello

De acordo com o Sindigás, o GLP de 13 quilos representa 75 por cento do mercado e os outros gases líquidos derivados de petróleo, 25 por cento.   Continuação...