Portos e energia no Brasil são problemas para mineração--Eike

terça-feira, 11 de março de 2008 13:22 BRT
 

Por Andrei Khalip

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Portos congestionados e energia mais cara representam os principais problemas para as áreas de minério e metais no Brasil, afirmou à Reuters o empresário Eike Batista.

Prestes a vender dois projetos de extração de minério de ferro para a Anglo American Plc, por 5,5 bilhões de dólares, o empresário investe em dois portos e outras instalações de infra-estrutura, além de projetos de energia, como forma de incrementar o setor de mineração no Brasil.

"Os portos do país se parecem com o que a telefonia era na época dos telefones de disco. Só que o mundo já está mais à frente, trabalhando com a banda larga", afirmou durante o Summit de Mineração da Reuters, que está sendo realizado esta semana.

"Estamos falando sobre a era dos dinossauros. A maior parte dos portos é rasa demais para os embarcações maiores de minério. Vamos fazer portos multifuncionais com ancoradouros de 18 metros de profundidade suplementar, portos com sua própria indústria de base."

A China e a Índia, parceiros do Brasil na condição de principais mercados emergentes do mundo, já deram o exemplo a esse respeito, afirmou.

Presidente da MMX Mineração, Eike disse que apesar de ter aceitado vender o controle dos projetos de mineração para a Anglo, com uma participação no porto de Açu, no Estado do Rio de Janeiro, que está construindo, vai manter o controle sobre o porto.

"A logística é algo imbatível, é o catalisador de qualquer projeto", afirmou. "Já temos 20 bilhões de reais em memorandos de intenção de investimento apresentados por parceiros."

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