20 de Dezembro de 2007 / às 16:48 / 10 anos atrás

Medvedev confessa nervosismo diante da Presidência russa

<p>Dmitry Medvedev, que deve vencer a elei&ccedil;&atilde;o para a Presid&ecirc;ncia da R&uacute;ssia, apresentou oficialmente na quinta-feira sua candidatura para o pleito de 2 de mar&ccedil;o, mas admitiu estar nervoso diante da 'dura miss&atilde;o' que o aguarda no Kremlin. Photo by Alexander Natruskin</p>

Por Chris Baldwin

MOSCOU (Reuters) - Dmitry Medvedev, que deve vencer a eleição para a Presidência da Rússia, apresentou oficialmente na quinta-feira sua candidatura para o pleito de 2 de março, mas admitiu estar nervoso diante da "dura missão" que o aguarda no Kremlin.

Os índices de popularidade de Medvedev, primeiro-vice-primeiro-ministro, subiram de forma acentuada depois de o presidente do país, Vladimir Putin, ter dito na semana passada que desejava ver o amigo e aliado fiel sucedê-lo no cargo.

Mas, independente do fato de o apoio de Putin tornar certa a vitória de Medvedev, o advogado de 42 anos de idade confessou estar se sentindo apreensivo.

"Não tenho medo. Mas sinto um certo nervosismo porque terei de justificar a fé que um número enorme de pessoas depositará em mim para realizar essa que é uma dura missão", afirmou a repórteres, na comissão eleitoral do país.

Medvedev parecia murmurar palavras de encorajamento para si mesmo ao se aproximar da massa de jornalistas armados com câmeras reunidos no local.

A Constituição russa impede que Putin, presidente durante o boom econômico da Rússia, tente obter um terceiro mandato. Mas o líder do Kremlin afirmou ter o "direito moral" de continuar a influir na política do país após deixar o cargo, em 2008.

Segundo analistas, a opção pelo advogado de São Petersburgo, que não possui base política própria, integra os planos de Putin de manter o controle sobre o governo após sair da Presidência.

Medvedev, presidente da gigante estatal do setor petrolífero Gazprom, jurou lealdade a seu chefe.

"Vladimir Vladimirovich (Putin) conquistou muitas coisas para o nosso país e, com a chegada dele, a autoridade da Rússia no cenário internacional fortaleceu-se de forma marcada", afirmou.

Aos repórteres, o candidato confirmou que Putin colocará o chefe de gabinete do governo russo, Sergei Sobyanin, para dirigir o comitê de campanha dele.

Segundo analistas, essa manobra sem precedentes garantiria a Putin o controle pessoal sobre um processo sucessório já dirigido de perto pelo governo.

A escolha de Medvedev como sucessor e de Sobyanin como chefe de campanha representa um revés para o grupo do Kremlin conhecido como "siloviki". Os "siloviki", segundo os meios de comunicação russos, preferiam que Putin escolhesse Sergei Ivanov, que também ocupa um cargo de primeiro-vice-premiê, para substituí-lo.

Uma pesquisa recente conduzida pelo Centro Russo de Estudos sobre a Opinião Pública mostrou que 74 por cento dos russos apostam na vitória de Medvedev em março.

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