Chávez chega a Moscou para assinar acordos sobre armas e energia

terça-feira, 22 de julho de 2008 09:29 BRT
 

Por Guy Faulconbridge

MOSCOU (Reuters) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou na terça-feira a Moscou, onde assinará acordos relativos a armamentos e energia. A visita deve tornar ainda mais tensa a relação entre Rússia e Estados Unidos.

O venezuelano deve enfatizar a sua oposição a Washington durante os encontros que terá com o presidente Dmitry Medvedev e o primeiro-ministro Vladimir Putin.

"Tenho muitas esperanças de que seremos capazes de continuar construindo nossa aliança estratégica", disse Chávez a jornalistas após desembarcar. "Os acordos garantirão a soberania da Venezuela, que está sendo ameaçada pelos Estados Unidos", acrescentou.

Chávez, que já gastou milhões de dólares na compra de jatos, helicópteros e fuzis russos, pretende adquirir também novos mísseis, tanques e submarinos.

Fontes não identificadas do setor armamentista russo disseram ao jornal Kommersant que Chávez ainda não decidiu que armas comprar.

Caracas acusa Washington de ter participado do efêmero golpe de Estado de 2002 contra Chávez. Os EUA, por sua vez, o acusam de se aliar com os piores inimigos dos norte-americanos, como Irã e Cuba.

Ao chegar a Moscou, Chávez comentou que esta seria sua primeira visita ao presidente Medvedev, que em maio substituiu Putin no cargo. "(Mas) estamos familiarizados porque uma diplomacia pessoal e muito inteligente está sendo levada a cabo", afirmou.

Empresas russas como a Gazprom, a Lukoil e a estatal ferroviária do país desejam realizar negócios na Venezuela, embora no mês passado o presidente da Lukoil tenha se queixado dos atrasos na produção de petróleo da sua unidade no país sul-americano.

 
<p>O presidente da Venezuela's, Hugo Ch&aacute;vez, deixa avi&atilde;o no aeroporto de Vnukovo II Arport em Moscou. Ch&aacute;vez chegou a Moscou, onde assinar&aacute; acordos relativos a armamentos e energia. A visita deve tornar ainda mais tensa a rela&ccedil;&atilde;o entre R&uacute;ssia e Estados Unidos. Photo by Denis Sinyakov</p>