15 de Abril de 2008 / às 12:24 / 9 anos atrás

Berlusconi promete vigiar fronteiras contra "exército do mal"

<p>O magnata italiano Silvio Berlusconi em programa de televis&atilde;o de Roma. Berlusconi prometeu realizar reformas econ&ocirc;micas e conter a imigra&ccedil;&atilde;o ilegal, de modo a impedir a entrada de estrangeiros que possam cometer crimes. Photo by Pool</p>

Por Stephen Brown e Deepa Babington

ROMA (Reuters) - O italiano Silvio Berlusconi prometeu na terça-feira usar a sua expressiva vitória eleitoral para realizar reformas econômicas e conter a imigração ilegal, de modo a impedir a entrada de estrangeiros que possam cometer crimes, o que ele chamou de “exército do mal”.

O bilionário conservador de 71 anos foi eleito na votação de domingo e segunda-feira para governar a Itália pela terceira vez. Para isso, porém, ele precisa montar uma coalizão com o partido xenófobo Liga Norte, que teve cerca de 8 por cento dos votos.

Em declarações que devem agradar em cheio à Liga Norte, ele acenou com medidas duras contra a criminalidade, que muitos italianos atribuem à imigração ilegal. Prometeu também ajuda à empresa aérea Alitalia e medidas contra a “crise do lixo” em Nápoles.

“Uma das primeiras coisas a fazer é fechar as fronteiras e estabelecer mais campos para identificar cidadãos estrangeiros que não têm empregos e são forçados a uma vida de crime”, disse Berlusconi em entrevista pela TV.

“Segundo, precisamos de mais polícia local, formando um ‘exército do bem’ nas praças e ruas para se interpor entre o povo italiano e o exército do mal”, afirmou.

Os resultados preliminares mostram que a Liga Norte será a terceira maior força do Parlamento, atrás do Povo da Liberdade (de Berlusconi) e do Partido Democrático (centro-esquerda).

O líder da Liga, Umberto Bossi, disse ao jornal La Stampa que o governo deve reformar o sistema tributário e reprimir a imigração ilegal, ou do contrário enfrentará a ira da sua bancada. “Agora precisamos fazer reformas, ou vamos perder a paciência”, alertou.

Os grandes derrotados do pleito foram os partidos de extrema esquerda, que pela primeira vez na história recente da Itália não terão representação parlamentar. “O Muro de Berlim agora caiu na Itália também”, celebrou Roberto Maroni, da Liga Norte.

Na verdade, deixaram o Parlamento todos os pequenos partidos que durante anos fizeram reféns as coalizões. O primeiro-ministro Romano Prodi teve de renunciar, em janeiro, após perder o apoio de um minúsculo partido católico.

“Este quadro é uma boa notícia: o poder de chantagem dos pequenos partidos foi drasticamente reduzido, e a Itália agora está mais alinhada à experiência de vários outros países europeus”, disse o economista Marco Valli, do banco UniCredit.

Agora só haverá seis partidos no Parlamento. Após a eleição de 2006 eram mais de 20.

“Agora vamos governar como grandes democracias ocidentais, com um grande partido no poder e o outro grande partido na oposição”, disse Berlusconi. “Com os extremistas fora..., vamos operar com extrema rapidez no Parlamento e trabalhar para modernizar este país.”

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