Sem proposta formal do governo, PSDB insiste em voto contra CPMF

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007 13:11 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O PSDB mantém a posição de votar contra a CPMF na manhã desta quarta-feira em que, prevê-se, seja a votação em primeiro turno no Senado da PEC que prorroga o tributo até 2011.

O presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), alegou que o governo até o momento não formalizou uma proposta que atenda à tese do tucanato de destinação integral da CPMF à área da Saúde e de redução da carga tributária.

"À falta de proposição objetiva... só há como votar contra", disse Guerra a jornalistas. Apesar de haver decisão de bancada contra a CPMF, o PSDB não fechou questão, o que dá liberdade teoricamente aos senadores na hora do voto.

O placar dos votos oposicionistas agora gera dúvidas. Depois de um aceno do Palácio do Planalto na noite de terça-feira de que destinaria toda a arrecadação da CPMF à área da saúde, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, declarou pela manhã à Rádio Gaúcha que "se confirmada a proposta, o PSDB deve aprová-la".

É interesse de Aécio e do governador de São Paulo, José Serra, que os recursos da CPMF sejam garantidos em um eventual mandato presidencial tucano. O presidente do PSDB argumentou que, por enquanto, nada pode fazer pela aprovação da PEC.

"Se chegar, vamos saber qual é a proposta. Não podemos trabalhar de forma surrealista. A questão da saúde nos toca, mas não há o que discutir", afirmou.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirma que existe uma proposição do conselho de secretários de Saúde, governadores e prefeitos.

"O governo está analisando, e quer saber se é também a proposição do PSDB. Se trouxer a proposta, é um caminho para discutirmos e ainda há tempo para entendimento," afirmou Jucá.

(Reportagem de Renata de Freitas)