China alerta para ataques e reclama de resolução dos EUA

sexta-feira, 11 de abril de 2008 11:41 BRT
 

Por Chris Buckley

PEQUIM, 11 de abril (Reuters) - A China se disse ultrajada na quinta-feira com uma resolução aprovada pelo Congresso dos EUA pedindo o fim da repressão no Tibet, enquanto um jornal estatal atribuiu à Al Qaeda planos para realizar atentados durante a Olimpíada de agosto em Pequim.

O regime comunista lamentou a resolução da Câmara dos Deputados dos EUA que pediu à China que abra um diálogo substancial com o Dalai Lama, pare a repressão a manifestantes não-violentos e contribua para a preservação cultural do Tibet.

Jiang Yu, porta-voz da chancelaria chinesa, disse que o governo está "fortemente indignado e resolutamente contrário" à resolução aprovada na quarta-feira, segundo a agência estatal de notícias Xinhua.

Jiang disse que o alvo da ira dos deputados norte-americanos deveria ser o Dalai Lama, líder espiritual exilado a quem Pequim atribui os distúrbios de março em Lhasa, capital do Tibet, que depois se espalharam para outras províncias chinesas onde há população tibetana.

"(A resolução) está confundido preto com branco e tem a mentalidade viciada de certos membros da Câmara dos Deputados dos EUA, por não só não condenar os ataques, agressões, saques e incêndios em Lhasa como também apontar a lançar contra o governo e o povo chineses", disse Jiang.

O Dalai Lama nega ter dado apoio à violência no Tibete, e vários governos ocidentais vêm pressionando a China a fazer contatos conciliatórios com o líder budista, que nega intenções separatistas para a sua região.

Já Pequim diz que grupos pela independência do Tibet se juntaram a militantes islâmicos da etnia uigur, que lutam pela criação de um país chamado Turquestão do Leste onde hoje fica a região de Xinjiang (noroeste chinês).

As autoridades chinesas disseram na quinta-feira que desbarataram planos para sequestrar estrangeiros e realizar atentados suicidas por ocasião da Olimpíada.   Continuação...