Para McCain, EUA precisam repensar suas soluções

quinta-feira, 3 de abril de 2008 10:22 BRT
 

Por Steve Holland

JACKSONVILLE, 3 de abril (Reuters) - O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, acusado por seus adversários de ser o equivalente a um terceiro mandato do presidente George W. Bush, dirá na quinta-feira que os EUA precisam repensar a abordagem dada a vários problemas.

O discurso de Jacksonville, sua base nos Estados Unidos na época em que lutava pela Marinha no exterior, será parte da turnê intitulada "Serviço à América", que dura uma semana e passa por locais que foram importantes na formação de McCain.

Sem citar o governo Bush, McCain dirá que os EUA devem se preparar "bem melhor do que antes" para reagir rapidamente a ataques como o do 11 de setembro de 2001.

O senador dirá também que o governo deve estar mais capacitado para responder a calamidades naturais, o que soa como uma referência à atrapalhada reação ao furacão Katrina.

Segundo trechos do discurso antecipados à imprensa, ele dirá que "quando os norte-americanos enfrentam uma catástrofe, seja natural ou feita pelo homem, seu governo, em todas as jurisdições, deve estar organizado e pronto para fornecer água potável para bebês desidratados e resgatar os idosos e enfermos de um hospital sem eletricidade."

McCain vem tentando demonstrar que, ao contrário do que dizem seus rivais democratas, ele tem várias diferenças em relação a Bush, em temas como tortura e aquecimento global.

Mas este discurso não é de repúdio a Bush, e sim uma longa descrição dos problemas que esperam o próximo presidente, a ser eleito em novembro, embora também haja questionamentos às decisões da Casa Branca e do Congresso nos últimos anos.

"Para nos defender (do extremismo islâmico) precisamos fazer tudo melhor e com mais inteligência do que antes", dirá McCain.

"Precisamos repensar, renovar e reconstruir a estrutura e a missão dos nossos militares; as capacidades das nossas agências de inteligência e policiamento; os propósitos das nossas alianças, o alcance e escopo da nossa diplomacia," diz o discurso.