Somália e Iraque estão entre os Estados mais fracos do mundo

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 16:20 BRT
 

Por Sue Pleming

WASHINGTON (Reuters) - A Somália, o Afeganistão, a República Democrática do Congo e o Iraque são os Estados mais fragilizados do mundo, segundo um índice sobre a questão divulgado na terça-feira por dois grupos de pesquisa dos Estados Unidos.

O Instituto Brookings e o Centro para o Desenvolvimento Global classificaram 141 países em desenvolvimento de acordo com seu desempenho em quatro áreas principais --economia, política, segurança e bem-estar social.

Usando esses indicadores, a Somália, o Afeganistão, a República Democrática do Congo lideraram a lista e foram classificados como "Estados falidos." A seguir vieram o Iraque, o Burundi, o Sudão, a República Centro-Africana, o Zimbábue, a Libéria e a Costa do Marfim.

"Em vista do papel que os Estados fracos podem desempenhar na qualidade de incubadores e terrenos férteis para ameaças transnacionais de segurança, investir na capacidade dos Estados de atuar deveria representar uma prioridade mais alta para a política externa dos EUA", disse o relatório.

Um Estado fraco é definido como aquele que não tem a capacidade de criar e manter instituições políticas, proteger a população de conflitos violentos, controlar seus territórios ou satisfazer as necessidades básicas da população.

Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra os EUA, estudos indicaram que os Estados fracos ameaçavam a segurança mundial. O atual governo norte-americano, comandado pelo presidente George W. Bush, afirmou que tratar desse problema seria uma prioridade nacional a partir de então.

No entanto, Susan Rice, do Instituto Brookings, co-autora do índice, disse não ter havido esforços suficientes voltados para essa questão, em especial na África subsaariana, onde estão localizados os Estados mais criticamente fragilizados.

"Apesar de todos os discursos surgidos depois do 11 de setembro, o governo norte-americano ainda não adotou o tipo de postura coerente apto a fortalecer a capacidade de atuação dos Estados fracos", disse à Reuters a especialista, que também é assessora de Barack Obama, pré-candidato à Presidência dos EUA pelo Partido Democrata.   Continuação...