JURO-Taxas recuam com queda do dólar e melhora externa

terça-feira, 1 de abril de 2008 16:48 BRT
 

SÃO PAULO, 1o de abril (Reuters) - A maioria das projeções de juros fechou em baixa nesta terça-feira, acompanhando a variação do dólar e a trégua internacional em uma sessão de ajustes após a escalada dos últimos pregões.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro de 2009 caiu de 12,38 para 12,36 por cento. O DI janeiro de 2010, que registrou o maior volume, recuou de 13,27 para 13,21 por cento.

Na semana passada, o endurecimento do tom do Banco Central contra a inflação fez o mercado elevar as projeções de juros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), embutindo a expectativa de aumento da taxa básica pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

"A discussão é (entre uma alta de) 0,25 ou 0,50 (ponto percentual). Vai depender dos relatórios Focus daqui para a frente", disse Carlos Cintra, gerente de renda fixa do Banco Prosper, em referência à pesquisa do Banco Central sobre a expectativa dos agentes de mercado.

"Mas hoje os (contratos) mais curtos estão de lado", ressalvou. Segundo ele, parte da pressão sobre o mercado foi amenizada quando o dólar passou a cair no Brasil, após uma abertura positiva.

A queda do dólar BRBY frente ao real foi patrocinada pelo otimismo nos mercados internacionais. Em Wall Street, as bolsas de valores chegaram a subir mais de 3 por cento com a notícia de que o Lehman Brothers LEH.N, um dos bancos de investimentos com prejuízo no setor de hipotecas, conseguiu levantar recursos com uma oferta de ações.

O BC realizou duas operações no mercado aberto pela manhã. Recolheu 29,220 bilhões de reais dos bancos na primeira operação, até 17 de abril, com taxa de 11,20 por cento ao ano. Na segunda, o BC tomou 50,567 bilhões de reais, por 1 dia, com remuneração de 11,19 por cento ao ano.

Mais tarde, o Tesouro Nacional anunciou o cronograma de leilões de títulos públicos de abril. A oferta total prevista nos leilões tradicionais está limitada a 45 bilhões de reais, frente a vencimentos previstos de 65,1 bilhões de reais no mês.

(Por Silvio Cascione; Edição de Daniela Machado)