Lula diz que governo vai contratar mais e descarta "inchaço"

segunda-feira, 1 de outubro de 2007 12:39 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que a contratação de funcionários públicos não significa "inchaço" da máquina do governo.

Segundo Lula, a perspectiva do governo é contratar mais funcionários para botar em prática os planos na área de educação, que prevêem a implantação de 10 novas universidades, 48 cursos de extensão e 214 escolas técnicas até 2010.

"Tem que parar com a mania de achar que contratar gente é inchaço da máquina. Se vendeu a falsa idéia, e não faz muito tempo, que todo servidor era marajá. De lá para cá, temos mais centros de excelência no país, com funcionários de alta qualificação e mal remunerados", disse Lula em discurso, ao participar da inauguração do centro de produção de vacinas na Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Lula respondia a manifestação de funcionários da Fiocruz pedindo correção de plano de salários e aumento de investimentos. O pedido foi reiterado pelo presidente da Fiocruz, Paulo Buss, e da Farmanguinhos, Akira Homman.

O presidente reconheceu a deficiência na remuneração de funcionários públicos, mas deixou claro que nem todas as demandas podem ser atendidas.

"Qualquer empresa privada pagaria o dobro do que nós pagamos, seja na Petrobras, no Inmetro ou na Fiocruz. As pessoas passam a idéia de que é preciso fazer um choque de gestão com menos trabalho. Mas o choque será com mais gente, mais qualificada e mais remunerada."

Lula acrescentou que qualquer reivindicação salarial tem que ser analisada pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, e que pretende sensibilizar essas áreas às reais necessidades do país.

"O problema é que quando o número chega na área econômica do governo, ela vai dizer não. Porque o objetivo no fim do ano é ter saldo em caixa. Isso vale desde o coordenador (financeiro) de uma associação de favela, de um sindicato ao ministério da Fazenda. É preciso mostrar que não é preciso ter dinheiro em caixa, que esse dinheiro pode prestar um serviço essencial à sociedade". defendeu.