Standard Life eleva recomendação em ações emergentes e cita VALE

segunda-feira, 1 de outubro de 2007 13:29 BRT
 

Por Sujata Rao

LONDRES, 1o de outubro (Reuters) - A Standard Life Investments elevou a recomendação de ações de mercados emergentes de "underweight" (abaixo da média do mercado), para "neutra" em seu portfólio, mas os estrategistas do fundo permanecem cautelosos sobre as perspectivas para o setor por causa da possibilidade de forte desaceleração dos Estados Unidos.

A firma de investimento, que tem apenas 400 milhões de dólares aplicados em mercados emergentes, na comparação com os cerca de 280 bilhões de dólares que administra, tem se posicionado de forma discreta nos últimos 18 meses. Ele reduziu sua exposição quando temores de uma recessão nos Estados Unidos levaram à turbulências em maio.

Mas as ações de emergentes tiveram desempenho acima da média nesse período, com o índice MSCI .MSCIEF recuperando-se a recorde de alta na semana passada, depois da forte volatilidade de agosto.

O índice avançou mais de 30 por cento este ano, na comparação com os cerca de 12 por cento das ações dos mercados desenvolvidos, à medida que investidores colocaram dinheiro em uma classe de ativos que saiu relativamente ilesa na recente crise de crédito iniciada no setor de hipoteca de risco nos Estados Unidos.

Enquanto as valorizações são vistas como altas, as perspectivas de lucro são fortes, afirmaram os estrategistas da SLI nesta segunda-feira.

"Evidências recentes sugerem que os preços de commodities são resilientes. A China ainda está expandindo com crescimento de 12 por cento e produção industrial de 17 por cento", disse Jason Hepner, diretor de investimento da SLI, especializado em mercados emergentes.

"Durantes os ciclos anteriores, era tudo em cima de Estados Unidos, mas dessa vez os riscos estão mais balanceados e isso está mantendo os preços de commodities elevados", disse ele à Reuters, explicando a decisão de elevar a alocação em ações de emergentes.

A empresa está agora neutra em mercados emergentes, que incluem leste europeu e América Latina, mas continua "underweight" em países asiáticos com exceção do Japão, citando preços altos.   Continuação...