PANORAMA2-Mês começa quente, com recordes nas bolsas

segunda-feira, 1 de outubro de 2007 17:39 BRT
 

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 1o de outubro (Reuters) - Os investidores estavam preparados nesta segunda-feira para um início lento de mês, com agenda econômica vazia. Mesmo assim, as bolsas aceleraram e registraram recordes em Nova York e em São Paulo, o que ajudou a derrubar ainda mais o dólar no Brasil.

A moeda norte-americana teve baixa de 1,36 por cento e fechou a 1,81 real pela primeira vez desde agosto de 2000. Sem os leilões de compra do Banco Central, o mercado de câmbio tem sido influenciado pela valorização das ações, que atrai estrangeiros e engrossa a entrada de capitais no país.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) superou os 62 mil pontos pela primeira vez. A alta de mais de 3 por cento do principal índice foi puxada pelo desempenho da Vale do Rio Doce (VALE5.SA: Cotações), que recentemente superou a Petrobras (PETR4.SA: Cotações) e é a maior da bolsa paulista em valor de mercado.

As ações da mineradora dispararam mais de 6 por cento e também fecharam em patamar recorde. O otimismo se refletiu em relatório da Standard Life Investments, que citou a empresa de forma positiva nos mercados emergentes.

Nos Estados Unidos, os mercados acionários também mostraram força. O índice Dow Jones, que é usado como referência para a Bolsa de Nova York, subiu 1,38 por cento e fechou com recorde, acima de 14 mil pontos. O otimismo dos investidores é que o pior da crise de crédito já tenha passado após a divulgação das perdas sofridas por bancos no período.

Nesta segunda-feira, o Citigroup (C.N: Cotações) anunciou que deve ter registrado queda de 60 por cento do lucro líquido no terceiro trimestre. Além dele, o suíço UBS UBS.VX anunciou que prevê uma baixa contábil de 3,4 bilhões de dólares.

No mercado brasileiro de juros, a maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) fechou em queda, acompanhando o comportamento do cenário externo e a forte queda do dólar.

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