23 de Outubro de 2007 / às 01:31 / 10 anos atrás

PANORAMA2-Mês começa quente, com recordes nas bolsas

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 1o de outubro (Reuters) - Os investidores estavam preparados nesta segunda-feira para um início lento de mês, com agenda econômica vazia. Mesmo assim, as bolsas aceleraram e registraram recordes em Nova York e em São Paulo, o que ajudou a derrubar ainda mais o dólar no Brasil.

A moeda norte-americana teve baixa de 1,36 por cento e fechou a 1,81 real pela primeira vez desde agosto de 2000. Sem os leilões de compra do Banco Central, o mercado de câmbio tem sido influenciado pela valorização das ações, que atrai estrangeiros e engrossa a entrada de capitais no país.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) superou os 62 mil pontos pela primeira vez. A alta de mais de 3 por cento do principal índice foi puxada pelo desempenho da Vale do Rio Doce (VALE5.SA), que recentemente superou a Petrobras (PETR4.SA) e é a maior da bolsa paulista em valor de mercado.

As ações da mineradora dispararam mais de 6 por cento e também fecharam em patamar recorde. O otimismo se refletiu em relatório da Standard Life Investments, que citou a empresa de forma positiva nos mercados emergentes.

Nos Estados Unidos, os mercados acionários também mostraram força. O índice Dow Jones, que é usado como referência para a Bolsa de Nova York, subiu 1,38 por cento e fechou com recorde, acima de 14 mil pontos. O otimismo dos investidores é que o pior da crise de crédito já tenha passado após a divulgação das perdas sofridas por bancos no período.

Nesta segunda-feira, o Citigroup (C.N) anunciou que deve ter registrado queda de 60 por cento do lucro líquido no terceiro trimestre. Além dele, o suíço UBS UBS.VX anunciou que prevê uma baixa contábil de 3,4 bilhões de dólares.

No mercado brasileiro de juros, a maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) fechou em queda, acompanhando o comportamento do cenário externo e a forte queda do dólar.

Veja como encerraram os principais mercados nesta segunda-feira:

CÂMBIO BRBY

O dólar terminou a 1,810 real, em baixa de 1,36 por cento. O volume no segmento interbancário foi de 1,191 bilhão de dólares.

BOLSA .BVSP

O Ibovespa avançou 3,1 por cento, a 62.340 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 6,4 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS .BR20

O índice de principais ADRs brasileiros fechou em alta de 3,92 por cento, aos 34.801 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

A maioria dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) caiu na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2009 foi a 11,20 por cento, enquanto o DI janeiro de 2010 fechou a 11,22 por cento.

GLOBAL 40 BRAGLB40=RR

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subiu para 134.063 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,59 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS 11EMJ

No final da tarde, o risco Brasil subia 2 pontos, para 175 pontos-básicos. O EMBI+ avançava a 202 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones .DJI ganhou 1,38 por cento, para 14.087 pontos. O Nasdaq .IXIC valorizou-se em 1,46 por cento, a 2.740 pontos. O índice S&P 500 .SPX elevou-se em 1,33 por cento, para 1.547 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS US10YT=RR

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia e o rendimento declinava a 4,55 por cento no final da tarde.

Reportagem adicional de Juliana Siqueira e Angela Bittencourt

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