1 de Setembro de 2008 / às 20:58 / 9 anos atrás

Com menor giro em 15 meses, Bovespa cai por blue chips

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Com os investidores desinteressados por negócios, a Bolsa de Valores de São Paulo teve um dia de giro inexpressivo e de perdas, orientadas pelo mau desempenho das blue chips Petrobras e Vale.

O Ibovespa caiu 0,93 por cento, aos 55.162 pontos, no mesmo dia em que o principal índice de ações de mercados emergentes atingiu o menor patamar em um ano, em meio à combinação de crise de crédito nos Estados Unidos e correção nos preços das commodities.

O giro financeiro do pregão, de 2 bilhões de reais, não era tão baixo desde o final de maio de 2007. O motivo foi a falta de referência das bolsas de Wall Street, fechadas pelo feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.

Diante disso, os investidores centraram negócios nas ações de maior liquidez, algumas das quais tiveram os piores desempenhos do índice.

As preferenciais da Petrobras, carro-chefe da Bovespa, cederam 2 por cento, para 34,21 reais, depois que as cotações do petróleo caíram ao menor nível desde maio. Isso porque o furacão Gustav, que se dirigia para um das maiores áreas produtoras de petróleo nos Estados Unidos, perdeu força.

As preferenciais da Vale recuaram 1,3 por cento, para 37,50 reais, com tendência similar às suas pares globais, que ajudaram a puxar para baixo os índices das bolsas européias.

Tendência negativa também foi observada nos setores de siderurgia e financeiro. Gerdau perdeu 1,8 por cento, a 30,14 reais, no dia em que anunciou um investimento de 1,4 bilhão de dólares numa filial no Peru.

O contraponto a esse movimento foi BM&F Bovespa, vedete da nova carteira teórica do Ibovespa. O papel foi ao mesmo tempo o mais negociado do dia e teve uma das maiores altas do pregão, subindo 3,3 por cento, para 12,85 reais.

Setorialmente, o que mais se destacou foi o segmento imobiliário, depois de a Gafisa anunciar a compra de 60 do capital da Tenda.

Gafisa, a melhor do índice, subiu 8,8 por cento, para 25,40 reais. Fora da carteira, Tenda deu um salto de 22,7 por cento, a 4,60 reais.

"A operação levantou a expectativa de que haja mais consolidação no setor", comentou à Reuters a equipe de análise da corretora Planner.

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