1 de Setembro de 2008 / às 21:03 / 9 anos atrás

Telefónica amplia investimento em 2008 para 8,6 bi de euros

SANTANDER (Reuters) - O presidente-executivo da Telefónica informou nesta segunda-feira que o grupo espanhol de telecomunicações prevê investir este ano 8,6 bilhões de euros (12,580 bilhões de dólares).

Júlio Linares disse que boa parte desse montante vai ser aplicada na implantação de redes de nova geração de telefonia fixa e móvel, que garantam melhor acesso à Internet.

“Vão ser desenvolvidas também novas infra-estruturas integradas de banda larga”, disse Linares em um seminário do setor na cidade espanhola de Santander. “Vamos investir mais do que no ano passado”, afirmou.

A Telefónica registrou, ao final de junho, 245 milhões de clientes, dos quais 148 milhões são da América Latina e o restante se divide em formas iguais entre a Espanha e os demais países da Europa.

No Brasil, a companhia controla a operadora fixa Telesp, no Estado de São Paulo, além de deter 50 por cento do capital da Vivo, maior operadora de celular do país.

Linares evitou fazer comentários sobre o impacto da desaceleração econômica da Espanha na evolução do mercado de telecomunicações. A Espanha é a principal fonte de rentabilidade (medida pelo Ebitda) da companhia e por 33 por cento das receitas.

“Ainda é muito cedo para ter informações adicionais às que tínhamos em julho (na apresentação de resultados)”, argumentou.

Ele voltou a dizer que, na primeira metade do ano, a Telefónica se comportou melhor que seus competidores, apesar de envolvida em um momento econômico adverso.

A operadora lançou, em julho, o emblemático iPhone da Apple na Espanha e em alguns dos mercados da América Latina. Linares afirmou que a receptividade foi melhor que o previsto.

“O iPhone está indo muito bem, acima das nossas expectativas, estamos muito satisfeitos com o desempenho desse telefone em todos os países onde ele foi lançado”, garantiu.

PERDAS NA TELECOM ITALIA

Sobre a participação do grupo na Telecom Italia, que se desvalorizou fortemente nos últimos meses, Linares reiterou que a empresa não vê neste momento nenhuma necessidade de fazer provisões por eventuais perdas causadas por essa participação.

“Da forma como estão as coisas não está previsto fazê-lo. Depende dos mercados, dos planos da companhia e do empenho de seus gestores, mas neste momento não é possível prever o que vai acontecer”, afirmou.

A Telefónica possui uma participação indireta de 6,9 por cento (e 10 por cento das ações com direito a voto) da Telecom Italia através do consórcio Telco, onde tem bancos italianos como sócios. A empresa espanhola investiu 2,7 bilhões de euros na aquisição.

Reportagem de Robert Hetz

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