Investidores realizam lucro e petróleo cai para perto de US$80

segunda-feira, 1 de outubro de 2007 17:42 BRT
 

NOVA YORK (Reuters) - Os preços dos contratos futuros de petróleo em Nova York fecharam em forte queda nesta segunda-feira, próximo dos 80 dólares por barril, à medida que investidores realizavam lucro por conta das fortes altas da semana passada e avaliavam a ameaça de uma maior desaceleração nos Estados Unidos.

Na Nymex, o contrato novembro caiu 1,42 dólar e fechou cotado a 80,24 dólares por barril, tendo chegado a ser negociado a 79,55 dólares na mínima do dia. Em Londres, o petróleo tipo Brent teve queda de 1,53 dólar, para 77,64 dólares.

"A queda de hoje nos futuros do petróleo é uma continuação da realização de lucros de fim de trimestre da sexta-feira", disse Phil Flynn, da Alaron Trading.

Os preços do petróleo subiram mais de 30 por cento neste ano, para o recorde histórico de 83,90 dólares no fim de setembro, por temores de queda no abastecimento no último trimestre, à medida que a demanda por óleo de aquecimento aumenta no Hemisfério Norte.

Mas operadores, de olho no aperto do crédito nos Estados Unidos e na Europa, que agora mostram sinais de desaceleração econômica, forçaram a queda dos preços para embolsarem lucros. Os EUA são o maior consumidor do mundo de petróleo.

A fraqueza do dólar, contudo, limitou as perdas no preço da commodity e fez disparar o valor de outras commodities.

Uma autoridade iraniana previu, no domingo, que o preço-alvo do petróleo pode aumentar 10 dólares frente aos atuais níveis até dezembro se o dólar continuar a perder força.

"Se o valor do dólar continuar a cair, o preço... alcançará cerca de 90 dólares em três meses", disse Hojjatollah Ghanimifard, diretor de assuntos internacionais da companhia petrolífera estatal do Irã.

Além da fraqueza do dólar, segundo analistas, expectativas de uma redução nos estoques de combustíveis devido ao inverno no Hemisfério Norte e a ameaça de interrupções na produção por conta de furacões também podem fazer o preço do barril subir.

(Por Peg Mackey, em Londres, Richard Valdmanis, em Nova York e Fayen Wong, em Sydney)