1 de Novembro de 2007 / às 10:35 / 10 anos atrás

PANORAMA1-Depois do Fed, mercado avalia mais dados dos EUA

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 1o de novembro (Reuters) - No último dia de outubro, os comentários do Federal Reserve que indicaram que a autoridade monetária pode manter o juro em dezembro não foram suficientes para acabar com o ânimo do mercado.

No primeiro pregão de novembro, entretanto, o que foi dito na véspera pode ter mais peso, principalmente se os dados sobre a economia norte-americana que saem nesta quinta-feira vierem fora das expectativas.

A agenda abre com uma das medidas de inflação preferidas do Fed, o núcleo do PCE. A expectativa de analistas é que ele tenha avançado 0,2 por cento em setembro, após a leitura de 0,1 por cento do mês anterior.

Na véspera o Fed deixou investidores mais preocupados com o comportamento dos preços, ao dizer que os riscos inflacionários agora estão praticamente equilibrados com os riscos para o crescimento.

“Certamente havia um grande número de agentes que esperava que (o comentário) fosse mais pendendo para crescimento mais baixo. Isso deve ter desapontado alguns agentes. Na parte de inflação, ele citou que existe um aumento nas pressões inflacionárias”, observou Alexandre Sant‘Anna, analista da ARX Capital Management.

“A decisão do corte já era totalmente esperada. Só que nos surpreendeu que o tom do statement foi mais ‘hawkish’ (agressivo)”, acrescentou.

No mesmo horário do PCE também saem os pedidos de auxílio-desemprego, que podem dar diretriz sobre os importantes dados que saem na sexta-feira sobre o mercado de trabalho norte-americano --quando o mercado brasileiro estará fechado por conta do feriado de Finados.

Na quarta-feira, números da ADP relativos ao setor privado indicaram que os dados de sexta-feira podem vir acima do esperado.

Investidores acompanharão ainda os dados do setor manufatureiro para ver em que pé anda a atividade econômica no quarto trimestre, depois que a economia subiu além do esperado no terceiro trimestre.

No Brasil, o destaque fica por conta da balança comercial, que se seguir a tendência, deve continuar desacelerando. Até a terceira semana de outubro, o saldo no ano estava positivo em 32,9 bilhões de dólares, frente aos 36,9 bilhões de dólares do mesmo período em 2006, uma queda de quase 11 por cento.

O movimento conta com a ajuda do câmbio mais valorizado. Há um ano, a divisa norte-americana era vendida a 2,144 reais. Na véspera, encerrou a 1,738 real.

Entre as notícias corporativas, a Oi TNLP4.SA informou na noite da véspera que teve lucro de 637 milhões de reais no terceiro trimestre, acima da previsão de três analistas consultados pela Reuters.

No exterior, Exxon, Unilever e Credit Suisse divulgam seus balanços.

Para ler a agenda do dia, clique [nN01597006]

Veja como encerraram os principais mercados na quarta-feira:

CÂMBIO BRBY

O dólar terminou a 1,738 real, em baixa de 0,86 por cento. O volume do segmento interbancário foi de 4,781 bilhões de dólares.

BOLSA .BVSP

O Ibovespa subiu 1,45 por cento, a 65.317 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 6,3 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS .BR20

O índice de principais ADRs brasileiros fechou com valorização de 2,55 por cento, aos 37.919 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) fecharam com tendência mista na BM&F. O DI janeiro de 2010, mais negociado, fechou a 11,54 por cento.

GLOBAL 40 BRAGLB40=RR

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, estava em 134,3 por cento do valor de face no final da tarde, oferecendo rendimento de 5,5 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS 11EMJ

No final da tarde, o risco Brasil declinava 10 pontos, a 165 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 186 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones .DJI teve alta de 1,00 por cento, a 13.930 pontos. O Standard & Poor’s 500 .SPX subiu 1,20 por cento, a 1.549 pontos. O Nasdaq .IXIC avançou 1,51 por cento, a 2.859 pontos.

TREASURIES DE 10 ANOS US10YT=RR

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, caía e o rendimento subia a 4,5 por cento no final da tarde.

Reportagem adicional de Angela Bittencourt e Silvio Cascione

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