BOVESPA-Índice segue apreensão global e abre outubro em queda

quarta-feira, 1 de outubro de 2008 12:18 BRT
 

SÃO PAULO, 1o de outubro (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo operava em queda de mais de 3 por cento nesta quarta-feira, em clima de expectativa antes da votação do plano de ajuda ao setor financeiro pelo Senado dos Estados Unidos.

Além disso, números fracos sobre a indústria manufatureira norte-americana desanimavam Wall Street, o que também influenciava a bolsa paulista.

Às 12h10, o Ibovespa .BVSP perdia 3,6 por cento, para 47.765 pontos. O giro financeiro do pregão era de 1,6 bilhão de reais.

Os negócios eram pautados pela expectativa quanto à votação do pacote de socorro a bancos nos Estados Unidos, depois da rejeição pela Câmara dos Deputados na segunda-feira.

Nos EUA, os principais índices acionários caíam perto de 2 por cento depois que a atividade manufatureira mostrou em setembro retração pelo segundo mês seguido.

Para especialistas, diante desse quadro de incertezas, o dia tende a ser de volatilidade. "Qualquer boato proveniente do Congresso dos Estados Unidos, seja positivo ou negativo, tende a impactar o mercado", resumiu Junior Hydalgo, corretor da In Trader.

Para Bruno Lembi, sócio da M2 Investimentos, já era esperado que investidores vendessem papéis depois da forte valorização na terça-feira --quando o Ibovespa fechou em alta de 7,6 por cento.

"O preço do petróleo e o índice de commodities estão caindo lá fora, o que impacta negativamente aqui. Se as coisas melhorarem lá e tivermos notícias boas vindo do Congresso, nós devemos acompanhar a melhora", disse Lembi.

Entre os destaques de queda na Bovespa estavam as ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) (CSNA3.SA: Cotações), em baixa de 6 por cento, a 38,30 reais. Vale (VALE5.SA: Cotações) tinha desvalorização de 5,2 por cento, para 31,00 reais, enquanto Petrobras (PETR4.SA: Cotações) caía 5 por cento, para 33,36 reais.

Em contrapartida, as ações da Sadia SDIA4.SA, que tiveram forte desvalorização nos últimos dias após a divulgação de perdas decorrentes da crise financeira, apresentavam alta de 4,4 por cento e eram negociadas a 5,95 reais.

(Reportagem de Filipe Pacheco; Edição de Daniela Machado)