Paulo Bernardo rebate Fiesp e questiona transparência de gastos

quinta-feira, 1 de novembro de 2007 13:01 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, rebateu pressões da classe empresarial pela não renovação da CPMF e questionou transparência nos gastos de tributos repassados ao setor.

Em audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, na quinta-feira, Paulo Bernardo ironizou o fato de a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) ter dito que o governo pode prescindir da arrecadação da CPMF e reclamado da proposta do governo de reduzir a contribuição das empresas ao sistema S (Sesi, Senai, Sesc e Senac).

"Eles acreditam que pimenta no olho dos outros é refresco", disse Bernardo.

A redução foi uma das medidas proposta pelo Ministério da Fazenda para garantir o apoio do PSDB à proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF até 2011, com alíquota de 0,38 por cento.

"Não sabemos o que é feito com os 13 bilhões de reais do Sistema S porque o TCU não fiscaliza. A sede da Fiesp na Avenida Paulista é mais luxuosa que a dos bancos", atacou Bernardo na audiência.