Setor manufatureiro dos EUA recua e auxílio-desemprego aumenta

quinta-feira, 1 de maio de 2008 14:28 BRT
 

Por Burton Frierson

NOVA YORK (Reuters) - O setor manufatureiro dos Estados Unidos recuou pelo terceiro mês consecutivo em abril e o número de trabalhadores que pedem auxílio-desemprego foi o maior em quatro anos, segundo dados divulgados pelo governo nesta quinta-feira. Além disso, as demissões previstas também dispararam, mostrando que a economia do país permanece em terreno instável.

Também nesta quinta-feira, outros dados indicaram que os consumidores gastaram mais do que o previsto em março, em pelo menos uma boa notícia para uma economia movida em grande parte pelos gastos dos consumidores. Porém, as pressões inflacionárias aumentaram.

As notícias sobre o setor manufatureiro, divulgadas pelo Institute for Supply Management (ISM -- Instituto de Gestão da Oferta), foram um pouco melhores do que se esperava, mas ainda representam a quarta vez em cinco meses que o índice aponta para uma contração do setor.

"Parece que estamos ligeiramente acima das previsões, de modo que esse número condiz com um crescimento positivo da economia", disse Michael Darda, economista chefe da MKM Partners LCC, em Greenwich, Connecticut.

"Trata-se de um desaquecimento muito acentuado, e é possível que tenhamos uma recessão, mas, se isso não acontecer no próximo trimestre, não acontecerá mais. A idéia de que se trata de um colapso profundo e prolongado é incorreta, simplesmente. Não há provas disso", acrescentou.

O ISM informou que seu índice da atividade fabril nacional ficou estável em abril em relação a março, em 48,6. O dado é melhor que a previsão média de economistas, de 48,0, segundo sondagem da Reuters. Mas o número ainda está abaixo do nível de 50 que separa crescimento de contração.

O número de pessoas que continuam a receber auxílio-desemprego subiu para o maior patamar dos últimos quatro anos, segundo o Departamento do Trabalho.

Esse número saltou para 3,019 milhões na semana que terminou em 19 de abril, o nível mais alto desde abril de 2004, e acima do que estava previsto.   Continuação...