RPT-CMN abre porta para mais estrangeiros no capital do BB

terça-feira, 1 de julho de 2008 07:13 BRT
 

(Repete matéria publicada no fim da tarde de 2a-feira)

BRASÍLIA/SÃO PAULO, 1o de julho (Reuters) - O Conselho Monetário Nacional (CMN) encaminhou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva proposta para dobrar o limite de participação de estrangeiros no capital do Banco do Brasil BBAS3.SA, para 25 por cento, abrindo espaço para uma nova oferta de ações da instituição.

De acordo com analistas, esse é um passo fundamental para que o BB tenha sucesso numa nova investida para ampliar a pulverização do capital ao nível requerido pelo Novo Mercado --segmento da Bovespa com regras mais rígidas de boa governança corporativa, do qual o banco faz parte.

"A expectativa é de que os 12,5 por cento não sejam suficientes para atender a demanda dos estrangeiros por ações do Banco do Brasil", afirmou à jornalistas Luiz Edson Feltrim, chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central.

Em maio, o maior banco do país contava com 21,7 por cento de suas ações em circulação no mercado, sendo 11,1 por cento desse total nas mãos de estrangeiros, segundo Feltrim.

O banco tem até 2009 para elevar o "free float" para 25 por cento, o que o coloca diante de duas alternativas: emitir ações novas ou fazer com que seus atuais controladores vendam parte das que detêm.

Investidores estrangeiros têm comprado de 60 a 70 por cento das ações vendidas em ofertas públicas realizadas por companhias domésticas nos últimos anos.

É a segunda vez em dois anos que o CMN sugere ampliar a participação dos estrangeiros no BB. Em 2006, o órgão sugeriu ampliar essa fatia de 7 para 12,5 por cento, medida que antecedeu a realização de uma oferta pública secundária de ações detidas pelo BNDESPar e pela Previ de 3 bilhões de reais em 2007.

(Reportagem de Isabel Versiani e Aluísio Alves; Edição de Daniela Machado)