1 de Novembro de 2007 / às 21:57 / 10 anos atrás

Bovespa tem queda forte no dia e deixa semana no vermelho

SÃO PAULO (Reuters) - Novembro não começou bem para a Bolsa de Valores de São Paulo. Mas dado o histórico do mês nos últimos anos e a perspectiva positiva de investidores, não é nada para se preocupar.

A queda é “saudável”, como dizem analistas, já que a bolsa subiu quase 20 por cento nos últimos dois meses.

Nesta quinta-feira, véspera de feriado, o principal indicador da Bovespa caiu 1,94 por cento, para 64.050 pontos. Na quarta-feira, tinha fechado em recorde histórico. Com a baixa desta sessão, o Ibovespa acumulou queda de 0,35 por cento na semana.

O recuo das bolsas nos Estados Unidos foi ainda pior: o Dow Jones despencou 2,6 por cento e o Nasdaq recuou 2,25 por cento, puxadas por ações do setor financeiro.

Rebaixamentos de recomendações de grandes bancos lá geraram preocupações de mais impacto da crise global de crédito nos seus resultados. Há também quem diga que o mercado resolveu olhar melhor para os comentários feitos pelo Federal Reserve na véspera.

“Eu achava que os mercado iam ficar um pouco desapontados depois da decisão do Fed de ontem”, disse Siobhan Morden, estrategista do ABN Amro para América Latina, em Nova York.

Ela também mencionou o desempenho negativo das ações do Citigroup, mas chamou isso de “desculpa” para investidores embolsarem lucros.

“Se estivéssemos extremamente otimistas, ignoraríamos isso. Acho que estamos apenas reajustando para uma reação mais racional no pós-Fed”, acrescentou.

As blue chips Petrobras e Vale do Rio Doce caíram 0,79 por cento e 1,79 por cento, respectivamente.

A queda de Petrobras foi contida pelo preço do petróleo no mercado internacional, que chegou a bater novo recorde, a 96 dólares por barril, apesar de encerrar em queda.

Apenas três dos mais de 60 papéis do Ibovespa subiram. O volume financeiro foi alto, 5,9 bilhões de reais, considerando-se que é véspera de feriado.

Apesar da queda desta sessão, o índice ainda acumula alta de 44 por cento no ano.

“Permanecemos otimistas sobre a perspectiva para ações dados os preços e a expectativa de desaceleração moderada. Estamos ”overweight“ nos Estados Unidos e em mercados emergentes globais”, afirmou o UBS Pactual em relatório.

Por Juliana Siqueira

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