Mercados da Ásia caem por petróleo e temor de estagflação

terça-feira, 1 de julho de 2008 08:27 BRT
 

Por Kevin Plumberg

HONG KONG (Reuters) - As principais bolsas asiáticas fecharam em queda nesta terça-feira, com os preços do petróleo e alimentos sem mostrar sinais de redução nos receios de estagflação. O mercado foi afetado ainda pelo preço recorde da soja e o petróleo acima dos 141 dólares o barril.

Depois de cinco anos de um mercado em valorização, as bolsas asiáticas apresentam forte queda este ano por temores de que a crise de crédito irá afetar a demanda por exportações e a inflação impactará lucros de empresas.

"Uma coisa positiva, se é que se pode chamar isso de positivo, é que as ações ficaram significativamente mais baratas. Mas não estou certo de que somente isto será o bastante para iniciar um movimento de compras", afirmou Kim Joong-hyun, analista de mercado na Goodmorning Shinhan Securities, em Seul.

O índice Nikkei, da bolsa de TÓQUIO, fechou com queda de 0,13 por cento, a 13.463 pontos, na maior seqüência de perdas em quatro anos. O mercado está sendo impactado por receios de problemas em exportações pesando em empresas como a Canon.

Às 8h19 (horário de Brasília) o índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico exceto Japão tinha queda de 1,2 por cento, para 424 pontos, pior nível em três meses.

Nos últimos seis meses, o índice asiático acumulou a maior queda semestral em 16 anos, principalmente por conta do desempenho dos mercados chinês e vietnamita.

A bolsa de SEUL cedeu 0,51 por cento, a 1.666 pontos, quarta sessão seguida de baixas depois que uma autoridade do Banco da Coréia afirmou que a inflação pode ficar acima da meta.

A bolsa de XANGAI caiu 3,09 por cento, a 2.651 pontos, com investidores reagindo negativamente a notícias de que ainda há mais ofertas públicas iniciais de ações chegando ao mercado.   Continuação...

 
<p>Os pre&ccedil;os do petr&oacute;leo subiram nesta segunda-feira devido &agrave;s tens&otilde;es no Oriente M&eacute;dio, chegando perto do recorde de 142,99 d&oacute;lares o barril de sexta-feira e pesando nas principais bolsas asi&aacute;ticas, que fecharam o pior semestre dos &uacute;ltimos 16 anos. Photo by Kim Kyung-Hoon</p>