BOVESPA-Índice segue cenário externo e volta ao vermelho em 2008

terça-feira, 1 de julho de 2008 11:30 BRT
 

SÃO PAULO, 1o de julho (Reuters) - Em linha com o desempenho negativo dos mercados internacionais, a Bolsa de Valores de São Paulo consumia os ganhos registrados nas últimas duas sessões e voltava a zerar os ganhos do ano.

O Ibovespa .BVSP apontava desvalorização de 1,79 por cento, para 63.856 pontos às 11h30. O giro financeiro era de 1,4 bilhão de reais.

1lta nas cotações do petróleo e notícias de mais esqueletos relacionados à crise de crédito nos Estados Unidos, os dois fatores que mais vêm pressionando o mercado nos últimos meses, voltavam a assustar os investidores nesta terça-feira.

No plano financeiro, as novidades vinham em duas frentes. O banco suíço UBS UBSN.VX voltava a ser alvo de temores de novas baixas contábeis no segundo trimestre e via suas ações caírem ao menor nível desde 1998, puxando baixas severas do setor financeiro na Europa.

Outro foco de pessimismo era a notícia de que a agência de classificação de risco Moody's MCO.N puniu alguns funcionários que consideraram fatores impróprios ao definir notas para instrumentos de dívida na Europa. As ações da companhia chegaram a desabar mais de 7 por cento.

"Só não está pior porque apareceram algumas notícias positivas da macroeconomia americana", disse Luiz Roberto Monteiro, assesor de investimentos da corretora Souza Barros.

O profissional referia-se à divulgação do índice do setor manufatureiro dos Estados Unidos, que veio acima das expectativas do mercado, dispersando momentaneamente o medo de recessão no país.

Na Bovespa, as ordens de vendas pesavam com mais força sobre as ações de empresas cujos custos são mais afetados com o aumento nos custos de petróleo. As ações da companhia aérea TAM TAMM4.SA caíam 4,85 por cento, a 28,85 reais.

Outro destaque negativo eram as ações ordinárias do Banco do Brasil BBAS3.SA, com recuo de 4,21 por cento, a 25,05reais. Na segunda-feira à noite, o Conselho Monetária Nacional (CMN) recomendou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprove a sugestão de dobrar a participação do capital estrangeiro no capital do banco.   Continuação...