Sonda da Devon fica no Brasil se "tiver trabalho", diz Marroquim

sexta-feira, 1 de agosto de 2008 16:51 BRT
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 1o de agosto (Reuters) - Em meio a um cenário de escassez de equipamentos para desenvolver a produção de petróleo, a norte-americana Devon recebe no final deste ano uma sonda de perfuração de quinta geração para explorar as águas profundas da bacia de Barreirinhas, no Maranhão.

Um possível empréstimo da unidade que vinha sendo costurado com a Petrobras (PETR4.SA: Cotações) foi descartado pelo presidente da Devon no Brasil, Murilo Marroquim, que já tem toda a programação para os próximos dois anos da sonda no Brasil, apesar do contrato de afretamento ser pelo período de cinco anos.

O preço do afretamento diário da unidade será de 425 mil dólares, contra os cerca de 700 mil dólares por dia que vem sendo cobrados para os novos aluguéis, já que o contrato foi fechado há algum tempo.

"Se tiver trabalho no Brasil, (a sonda) deve ficar no Brasil, mas vai ter que ter umas licitações aí para continuar operando", disse Marroquim dando um recado para o governo brasileiro que ainda estuda se fará a realização de uma rodada de licitações de blocos de petróleo este ano.

No próximo dia 22, segundo o presidente do Instituto Nacional do Petróleo (IBP), João Carlos de Luca, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reúne para aprovar os blocos que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levaria à licitação ainda este ano.

Os blocos seriam em terra ou água rasa, segundo de Luca, já que a discussão sobre o pré-sal, que envolve águas ultra-profundas, as mais cobiçadas pelos investidores, ainda deverá se estender até setembro.

Marroquim, que participou junto com de Luca do lançamento do mapeamento ecológico da bacia de Santos para orientar as empresas sobre possíveis danos ambientais, disse estar otimista com a exploração na bacia de Barreirinhas, uma região considerada nova fronteira por ainda não ter descobertas.

"Ninguém furou nada em águas profundas por lá, já tem furos em águas rasas, de doze anos atrás, mas não acharam nada... há indícios de óleo, mas nenhuma descoberta comercial", informou.   Continuação...