Governo do Brasil lamenta fracasso na entrega de reféns das Farc

terça-feira, 1 de janeiro de 2008 16:14 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O governo brasileiro lamentou nesta terça-feira o adiamento da libertação de três reféns sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e reiterou a disposição de continuar contribuindo para o processo de paz no país vizinho.

"O Governo brasileiro lamenta que as circunstâncias tenham impedido, neste fim de ano, a esperada libertação da Senhora Clara Rojas, de seu filho Emmanuel e da Senhora Consuelo González, que se encontram em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em nota divulgada nesta terça.

A missão para libertar os reféns que estão sob poder do maior grupo guerrilheiro da Colômbia foi suspensa por tempo indeterminado, depois que representantes das Farc e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, acusaram o governo colombiano de ter sido responsável pelo fracasso do plano.

O Itamaraty evitou críticas e disse que recebeu com satisfação a decisão da comissão de delegados internacionais de retomar as negociações assim que for possível.

"O Governo brasileiro tomou conhecimento da decisão da Comissão de delegados internacionais de suspender, temporariamente, sua presença na Colômbia e acolhe com satisfação a decisão da Comissão de reassumir sua missão assim que estejam dadas as condições necessárias para a entrega dos reféns", afirmou o Palácio do Itamaraty na nota.

Depois de três dias de incerteza em relação à soltura dos reféns, o presidente venezuelano afirmou que o governo de Bogotá "dinamitou" a operação e levou as Farc a suspender a entrega dos reféns, devido ao aumento das operações do Exército colombiano. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, negou que o Exército de seu país tenha realizado operações ou travado combates que pudessem prejudicar a entrega dos reféns.

"O Governo brasileiro reitera seu apoio ao processo de paz na Colômbia, assim como a disposição de aprofundar sua contribuição a iniciativas de fortalecimento do diálogo interno naquele país", afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

(Reportagem de Renato Andrade)