Produção industrial cai em fevereiro, como o esperado

terça-feira, 1 de abril de 2008 09:30 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção industrial brasileira retraiu-se em fevereiro na comparação com o mês anterior, como já era previsto, mas subiu pelo 20o mês seguido na leitura anual, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

A queda foi de 0,50 por cento sobre janeiro. Em relação a fevereiro do ano passado, houve crescimento de 9,7 por cento.

Analistas consultados pela Reuters previam, pela mediana das estimativas, recuo de 0,50 por cento mês a mês e alta de 9,5 por cento na comparação anual.

Dos 27 setores industriais pesquisados, 13 registraram queda na produção ante janeiro, com destaque para o Farmacêutico (-33,2 por cento) devido, segundo o IBGE, a "uma paralisação técnica em importante empresa do setor".

Também tiveram taxa negativa significativa os segmentos de Alimentos (-1,8 por cento) e Bebidas (-3,4 por cento).

Entre as categorias de uso, a atividade de bens de consumo semi e não duráveis teve a maior baixa sobre janeiro, de 3,9 por cento. A produção de bens intermediários teve variação negativa de 0,2 por cento, enquanto os setores de bens de capital e bens de consumo duráveis tiveram expansão de 3,1 e 0,9 por cento, respectivamente.

Na comparação com fevereiro de 2007, a produção de bens de capital foi o destaque, com salto de 25 por cento. "Esse desempenho foi sustentado por todos os seus subsetores, com destaque para bens de capital para transporte, particularmente aviões e caminhões; para fins industriais, com destaque para centro de usinagens e para bens industriais de uso misto, devido à contribuição de produtos associados à telefonia celular e à informática", detalhou o IBGE em nota.

A produção de bens de consumo duráveis avançou 20,7 por cento, a maior variação desde junho de 2005. Em bens intermediários, a alta foi de 10,4 por cento, melhor leitura desde agosto de 2004, e em bens de consumo semi e não duráveis, de 1,0 por cento.

No ano, a atividade acumula expansão de 9,2 por cento e nos últimos 12 meses, de 6,9 por cento.

O IBGE revisou o dado de janeiro ante dezembro para expansão de 1,7 por cento, ante leitura anterior de 1,8 por cento.

(Por Rodrigo Viga Gaier; Texto de Vanessa Stelzer; Edição de Daniela Machado)