2 de Outubro de 2008 / às 13:32 / 9 anos atrás

Thomson Reuters reafirma metas apesar de crise financeira

Por Georgina Prodhan

LONDRES, 2 de outubro (Reuters) - A companhia de notícias e informações financeiras Thomson Reuters TRIL.L reafirmou suas previsões para o ano nesta quinta-feira, apesar de afirmar que a crise financeira que está atingindo muitos clientes na indústria bancária vai gerar impacto na companhia no curto prazo.

O presidente-executivo, Tom Glocer, afirmou que apesar de a crise de crédito ser um problema para os mercados financeiros do mundo e afetar a companhia no curto a médio prazos, ela representa uma oportunidade de longo prazo uma vez que os bancos precisarão dos produtos da empresa conforme se consolidam.

A Thomson Reuters (TRI.TO), cuja divisão de mercados está exposta ao setor de serviços financeiros e é responsável por 59 por cento das vendas do grupo, informou que espera crescimento de receita em 2008 de seis a oito por cento e margem de lucro de 19 a 21 por cento.

A companhia reiterou que sua meta é gerar fluxo de caixa livre de 11 a 12 por cento das vendas e reafirmou plano de investimento de oito a nove por cento do faturamento.

"É preciso dizer que isso é negativo no curto e médio prazos", disse Glocer a respeito da crise financeira durante reunião da empresa com investidores em Londres. O executivo acrescentou, porém, que a consolidação bancária representa uma oportunidade para o grupo.

"Existe muito trabalho de equilíbrio que precisa ser feito agora para costurar todas essas operações", afirmou Glocer, acrescentando que os negócios de informações especializadas para advogados e setor médico herdados da Thomson ajudarão o grupo durante a tempestade dos mercados financeiros.

"O risco ao lucro é significativamente maior e continuamos cautelosos sobre o momento de enfraquecimento da unidade de mercados", disse Polo Tang, analista do UBS.

A companhia informou que completou suas necessidades de refinanciamento da aquisição da Reuters pela Thomson realizada no início deste ano por meio de ofertas de dívida de longo prazo em junho e afirmou que tem uma linha de crédito de financiamento de 2,5 bilhões de dólares que ainda não utilizou.

Devin Wenig, presidente-executivo da divisão de mercados, informou que os negócios com câmbio da companhia tiveram o melhor mês da história da empresa em setembro, mas admitiu que não pode prever quanto tempo será necessário para uma melhora nas condições em que a unidade opera.

"Certamente não estamos vendo a situação com lentes róseas. Nunca vimos um mercado como esse", disse ele. "Há partes de nossos negócios que estão realmente desafiadas agora."

Mas ele afirmou que o crescimento em algumas partes do mundo ajudará a minimizar as dificuldades e disse que a companhia continuará pronta para uma melhora na demanda.

"Essas oportunidades podem resfriar se a economia global continuar lenta, mas elas não irão embora", disse o executivo.

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