Observadores do Ocidente estão preocupados com eleição na Rússia

domingo, 2 de março de 2008 14:28 BRT
 

Por Conor Sweeney

MOSCOU (Reuters) - Um pequeno grupo de observadores de países do Ocidente que estão monitorando as eleições presidenciais na Rússia neste domingo expressou preocupação com irregularidades na votação e com a conduta da campanha.

Além disso, uma organização supervisora independente russa afirmou que seus observadores impediram tentativas de preenchimento das urnas de votação nas seções eleitorais na região de Moscou antes da votação começar.

Os 23 parlamentares do Conselho da assembléia parlamentar européia são a única equipe ocidental supervisora monitorando o vasto país depois que duas das três equipes de supervisão eleitoral recusaram o convite.

"Nossas dúvidas dentro do Conselho da Europa estão mais relacionadas com a campanha, na qual houve um acesso desigual à mídia", disse à Reuters o parlamentar polonês Tadeusz Iwinski, da cidade de Yaroslavl, a 260 quilômetros de Moscou.

Iwinski afirmou que o tamanho da delegação limitou sua monitoração para seções eleitorais em Yaroslavl e as duas principais cidades do país, Moscou e São Petesburgo.

Ele apontou que a falta de debates televisivos apropriados, os quais o principal candidato Dmitry Medvedev se recusou a participar, como um exemplo da fraqueza da eleição.

A Golos, uma organização russa supervisora independente, afirmou que seus 2 mil supervisores encontraram outros exemplos de fraudes eleitorais pelo país.

"O cenário é bem desagradável. Está claro que nas regiões com alto número de participantes, acima de 90 por cento, a proporção de votos pró-Medvedev é impossivelmente alto", afirmou Liliya Shibanova, diretora geral da organização.

O parlamentar britânico Nigel Evans disse estar surpreso com o fato de que os oficiais eleitorais podem ver como as pessoas estão votando nas três seções eleitorais que visitou neste domingo.

"Considerei as eleições muito irregulares", afirmou Evans. "É possível saber exatamente em quem o eleitor acaba votando".