Vendas do setor automotivo caem em maio, mas sobem 30% no ano

segunda-feira, 2 de junho de 2008 18:13 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas do setor automotivo recuaram em maio na comparação com o mês anterior, mas mantiveram-se em alta nas demais comparações, mantendo a indústria em um patamar elevado e refletindo a continuidade da força da demanda interna.

O dado é mais um na lista de números mostrando força da atividade econômica brasileira que, somada à inflação em aceleração, devem levar o Comitê de Política Monetária (Copom) a aumentar mais uma vez a taxa básica de juros do país na quarta-feira.

Mas o aumento do juro, o segundo seguido, só deve ser sentido pelo setor a partir do segundo semestre, dada a defasagem entre a política monetária e a economia real. Ou seja, o setor deve continuar bem aquecido por mais algum tempo.

A Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) disse nesta segunda-feira que em maio as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no Brasil caíram 7,36 por cento sobre abril, mas subiram 14,64 por cento ante maio de 2007.

Os dados da entidade, apurados com base em emplacamentos, mostraram a comercialização de 242.058 unidades no mês passado.

No acumulado do ano, as vendas tiveram alta de 30,29 por cento, totalizando 1,151 milhão de unidades.

Na quinta-feira, outra entidade do setor, a Anfavea, também informará seus números referentes a maio, que trarão também produção e exportações.

"As boas condições do mercado de trabalho e do mercado de crédito deverão garantir mais um bom resultado para as vendas internas de veículos", disse a Tendências Consultoria em nota, referindo-se aos dados da Fenabrave e da Anfavea.

"Os efeitos dos aumentos da Selic deverão se fazer sentir com mais força daqui a alguns meses, apenas."

(Reportagem de Vanessa Stelzer; Edição de Aluísio Alves)