2 de Junho de 2008 / às 21:05 / 9 anos atrás

Fantasma do subprime nos EUA volta e Bovespa cai 1%

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O pessimismo de Wall Street com corte do rating de várias instituições financeiras nos Estados Unidos respingou na Bolsa de Valores de São Paulo nesta segunda-feira.

Pressionada também por fortes quedas pontuais, o Ibovespa encerrou a primeira sessão de junho com queda de 0,96 por cento, aos 71.897 pontos. O giro financeiro somou 6,03 bilhões de reais.

O guia do mercado foi o anúncio de que a agência de avaliação de risco Standard & Poor's reduziu a nota dos bancos Lehman Brothers, Merrill Lynch e Morgan Stanley . A instituição também afirmou que o panorama das grandes instituições financeiras dos EUA é negativo.

Isso bastou para detonar ordens maciças de vendas de ações de empresas financeiras, em meio aos temores do mercado de que mais perdas relacionadas à crise no setor de hipotecas de alto risco nos EUA sejam reveladas.

O mau humor do mercado com o setor atingiu também os bancos brasileiros. As ações preferenciais do Itaú estiveram na dianteira do fraco desempenho do setor, ao caírem 4,3 por cento, a 38,60 reais.

"O fantasma voltou a assustar", disse Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros.

Ações de empresas ligadas ao setor de aviação também tiveram um dia amargo. Do mesmo modo, a faísca do pessimismo também foi acesa por notícias de operadoras áereas norte-americanas.

Na bolsa paulista, as ações ordinárias da Embraer desabaram 5 por cento, para 14,5 reais. As preferenciais da TAM perderam 5,1 por cento, a 33,45reais.

Outro destaque negativo do dia foram as ações ordinárias da Light, com baixa de 5,4 por cento, a 23,80 reais. A elétrica fluminense anunciou que dois de seus maiores acionistas, o BNDESPar, braço de participações do BNDES, e a francesa EDF, vão se desfazer de até 47,7 milhões de ações da companhia por meio de oferta pública.

O desempenho do índice só não foi pior devido às ações de maior peso na carteira teórica. Os papéis preferenciais da Petrobras subiram 1,8 por cento, a 58,44 reais. Já as preferenciais da Vale ficaram estáveis, a 54,37 reais.

Edição de Vanessa Stelzer

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