Obama se opõe a medida contra casamento gay na Califórnia

quarta-feira, 2 de julho de 2008 08:56 BRT
 

SAN FRANCISCO (Reuters) - O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, divulgou uma carta na terça-feira, dizendo que se opõe a uma medida da Califórnia que definiria o casamento como a união entre um homem e uma mulher, depois que a corte mais importante do Estado apoiou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Os californianos vão votar a medida que alteraria a Constituição do Estado e cancelaria a decisão da Suprema Corte no dia 4 de novembro, mesmo dia da eleição presidencial norte-americana. O rival de Obama, John McCain, apoiou a medida na semana passada.

A decisão da corte da Califórnia fez do Estado o segundo a permitir casamentos de pessoas do mesmo sexo (o primeiro foi Massachusetts) e o primeiro a casar gays de outros Estados. Os casamentos começaram a ser feitos no dia 16 de junho.

Na carta, Obama disse apoiar "direitos totalmente iguais e benefícios para casais do mesmo sexo, tanto nas leis estaduais quanto na federal". A mensagem foi postada no site do Clube Democrático de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros Alice B. Tolklas, de São Francisco.

"E é por isso que eu me oponho aos esforços divisivos e discriminatórios de reformar a Constituição californiana, assim como esforços similares de alteração das constituições de outros Estados", disse o senador por Illinois.

A questão do casamento gay foi um dos motivos que mobilizaram os eleitores conservadores a apoiar o presidente George W. Bush, em sua reeleição em 2004.

A porta-voz da campanha de Obama, Shannon Gilson, disse que a carta condiz com comentários anteriores do senador, incluindo os que diziam que as questões maritais deviam ser tratadas pelos Estados.

"O senador Obama tem mostrado claramente que se opõe a reformas divisivas e discriminatórias, como as propostas na Califórnia", disse Gilson.

Um membro do conselho do clube de São Francisco solicitou a carta, disse Julius Turman, co-presidente do grupo.   Continuação...

 
<p>Obama durante confer&ecirc;ncia em Washington, em 28 de junho REUTERS. Photo by Jonathan Ernst</p>