23 de Outubro de 2007 / às 01:35 / em 10 anos

RPT-Fator prevê Ibovespa em até 60 mil pontos no fim do ano

(Repete matéria publicada na véspera)

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 2 de outubro (Reuters) - Entre as mais conservadoras do mercado, a corretora Fator elevou na segunda-feira sua estimativa para o índice Bovespa no fim do ano para entre 58 mil e 60 mil pontos --ainda abaixo do nível atual do mercado.

Os mais otimistas falam em algo em torno de 70 mil pontos. Nesta segunda-feira a bolsa paulista fechou em recorde, a 62.340 pontos. Até agora, a Fator mantinha a projeção de 51 mil pontos para o principal indicador da Bovespa no encerramento de 2007.

“No mês passado, entre aumentar para 56 mil pontos ou manter 51 mil pontos, escolhi a segunda opção e errei, pois a minha expectativa era de que o Fed cortasse a taxa de juros em apenas 25 pontos-base... Os fatos mudaram, assim mudei minha opinião”, explicou a estrategista da Fator, Lika Takahashi, em relatório.

“A diferença entre a minha expectativa atual e os 56 mil pontos, cuja possibilidade de mudança já havia admitido desde maio, se deve à queda do dólar que favorece os preços de commodities, cujas empresas compõem a maior parte da bolsa brasileira”, complementou.

No último dia 18, o Federal Reserve surpreendeu boa parte do mercado ao cortar o juro norte-americano em 0,5 ponto, o que reduziu a aversão de investidores ao risco. A aposta em novo corte do juro pelo banco central dos Estados Unidos continua estimulando o mercado de renda variável.

Em setembro, o Ibovespa subiu mais de 10 por cento e com a alta desta segunda-feira o ganho no ano já supera os 40 por cento.

A estrategista da Fator pondera, entretanto, que as condições de crédito permanecem frágeis e as perspectivas para o mercado de imóveis residenciais e uma desaceleração dos EUAmudou para pior.

Ela diz ainda que as expectativas para inflação e para a economia européia também deterioraram, e que há dúvidas sobre se o Fed conseguirá prevenir a recessão nos EUA.

“Acreditamos que a ação agressiva dos BCs para evitar uma recessão abrem a possibilidade de surgimento de novas bolhas. E os mercados acionários emergentes são os candidatos ‘naturais’”, alerta Lika.

Para a estrategista, “a festa” dos mercados emergentes só deve terminar quando o Fed decidir inverter a direção de sua política monetária, ou seja, elevar os juros. “Isso em nossa opinião não deve ocorrer antes do segundo semestre de 2008.”

Entre suas recomendações de investimento estão Weg WEGE3.SA, CPFL CPFE3.SA, ALL ALLL11.SA, CCR (CCRO3.SA) e OHL OHLB3.SA.

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